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Desaparecidos por terremotos na Venezuela já passam de 50 mil, diz agência da ONU

O número de desaparecidos por conta dos terremotos na Venezuela já passa de 50 mil, segundo disse nesta sexta-feira (26) o chefe do Escritório de Ajuda Humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU), Tom Fletcher, à agência de notícias AFP.

"Trata-se de uma operação de resgate extremamente completa. Há mais de 50.000 pessoas desaparecidas e mais de 500 mortas. Portanto, buscar sobreviventes entre os escombros é uma tarefa colossal", declarou Tom Fletcher em uma entrevista concedida à AFP em Genebra.

Fletcher afirmou ainda que considera provável que o número de mortos "aumente consideravelmente".

O número de mortos por conta dos terremotos na Venezuela subiu nesta quinta-feira (25) para 589 pessoas, segundo um balanço atualizado do governo venezuelano. O novo balanço também afirma que há 2.980 feridos.

O novo balanço foi divulgado pela presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, e é provisório — a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) estimam que o número de vítimas possa ser bem maior, levando em conta a força do terremoto, a falta de estrutura e as áreas densamente populosas que foram atingidas.

Na quinta-feira (25), seu irmão, o presidente do Parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez, disse também que havia ainda 200 pessoas presas em escombros. Ele também afirmou que o governo registrou, até agora, 250 edifícios que foram totalmente derrubados ou sofreram danos.

Equipes de resgate agora lutam para encontrar desaparecidos e retirar pessoas de escombros. Grupos montados por moradores das áreas afetadas para quem está buscando por parentes e conhecidos já registram mais de 24 mil desaparecidos.

Pelas redes sociais, há também vários relatos e imagens de edifícios que desabaram (veja no vídeo acima).

Imagem mostra destruição em Catia La Mar, na Venezuela, após terremoto — Foto: Federico Parra/AFP

Vídeo mostra momento em que prédio desabou na Venezuela

Vídeo mostra momento em que prédio desabou na Venezuela

Entenda terremoto na Venezuela — Foto: Arte/g1

Os dois terremotos que abalaram a Venezuela ocorreram em um intervalo de menos de um minuto e com uma diferença de 5 quilômetros entre eles. O epicentro do tremor mais forte foi registrado na cidade venezuelana de El Guayabo, a 168 km da capital Caracas.

Réplicas ocorreram em cidades costeiras perto da capital venezuelana, como La Guaira, que ficou fortemente destruída. O aeroporto internacional de Caracas também foi fechado.

Além da intensidade dos tremores — de magnitudes 7,2 e 7,5 — a baixa profundidade dos dois abalos também explica o rastro de destruição deixado. Isso porque, quanto mais perto do solo, mais o terremoto é sentido.

Os tremores também ocorreram em áreas densamente populadas. Um cálculo feito pelo Serviço Geológico dos EUA estimou, com base nessas variáveis, que o número de mortos possa passar de 10 mil pessoas.

Agora no g1

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