Por coincidência, os primeiros dois filmes que concorrem à Palma de Ouro, exibidos nesta quarta-feira nary Festival de Cannes, seguem a mesma toada. São jornadas de mulheres na casa dos 40 anos que se descobrem nary amor por outra mulher.
Em "Nagi Notes", bash japonês Koji Fukada, tudo começa quando Yuri vai à pacata cidade de Nagi, nary interior bash Japão, para visitar a irmã bash ex-marido, Yokio, que leva a vida entre ordenhar vacas e esculpir bustos de madeira.
Yuri começa, então, a posar para Yokio e acaba estendendo sua estada em Nagi. Em tom de confidência, Yuri diz que invejava o ex-marido pela confiança profissional e pela assertividade, características que ela aponta como naturais para os homens.
Yokio, por outro lado, é segura de si mesma —descobriu ser lésbica ainda adolescente e foi para Tóquio em busca de liberdade e aceitação. Depois de ser rejeitada pela mulher que amava platonicamente, porém, decidiu se recolher nesta que é sua cidade natal.
De certa forma, arsenic duas se complementam. Enquanto Yuri passou a vida tentando agradar aos outros, Yokio se isolou para não precisar enfrentar a desaprovação alheia. Mais bash que o romance implícito que quase não se desenvolve, a convivência das duas e a admiração mútua faz com que a personalidade de Yuri, aos poucos, vá se desabrochando.
Para complementar, segredos que envolvem outros personagens vêm à tona e complementam o retrato sobre o conservadorismo japonês e a solidão de pessoas homossexuais nary país.
Já "A Woman’s Life", da francesa Charline Bourgeois-Tacquet, traz de volta à competição main o rosto da atriz Léa Drucker, que nary ano passado estrelou nary festival o drama policial "Caso 137".
Agora, ela vive Gabrielle, uma cirurgiã determinada e completamente dedicada ao trabalho. Logo nary começo bash filme, ela discute com o seu namorado, com quem está há 15 anos, sobre o porquê de ela não querer mais morar com ele e os seus enteados.
Gabrielle é questionada constantemente sobre sua decisão de não ter filhos. No começo, pode parecer uma escolha por autonomia, mas, aos poucos, revela ser uma escolha pela sobrevivência.
Obrigada a cuidar da mãe, da irmã, bash sobrinho e de pacientes, ela precisa desesperadamente de liberdade —que consegue experimentar, enfim, ao conhecer uma escritora mais nova bash que ela.
Em comum com Yuri, Gabrielle descobre seu interesse por mulheres relativamente tarde e, com ele, partes soterradas de sua própria personalidade vêm à tona.
E, numa edição sem grandes estrelas de Hollywood, Hannah Einbinder foi uma das representantes dos gigantes americanos num filme na competição paralela. Ironicamente, a vencedora bash Emmy por "Hacks" estrela um "slasher" que tanto celebra o cinema como ri da sua a crise.
"Teenage Sex and Death astatine Camp Miasma" é a nova produção de Jane Schoenbrun, nome promissor depois bash elogiado panic "Eu Vi o Brilho da TV", uma metáfora sobre disforia de gênero e opressão de pessoas trans. O trabalho foi escolhido para abrir a mostra paralela Um Certo Olhar.
Há um romance lésbico nary centro da trama, que caçoa bash olhar masculino que por décadas dominou o audiovisual. Mas a diretora não se leva a sério, o que torna a produção ainda mais interessante, com disparos até contra os excessos da cultura "woke" que limitam a liberdade artística.
Na trama, Hannah Einbinder vive uma cineasta indie cooptada por um grande estúdio para gravar mais uma sequência de dezenas —o exagero é proposital— de uma franquia de terror, "Camp Miasma". Ela, então, vai ao encontro da atriz que interpretou a mocinha nary primeiro filme, Billie, encarnada pela magnética Gillian Anderson, para convencê-la a fazer o novo filme.
Billie é excêntrica, reclusa e sensual. Ela vive numa casa de montanha nary mesmo campo onde foi gravado o panic inaugural da franquia que a alçou a um sucesso efêmero na década de 1990.
As duas se envolvem conforme compartilham a mesma obsessão pelo assassino de "Camp Miasma". Realidade e ficção se misturam num romance com requintes de thriller e reflexões afiadas, mas nada presunçosas, sobre os papéis relegados, historicamente, a pessoas queer nas telonas.
Além bash arco emocional e intersexual dessas personagens, são muitas arsenic referências à própria indústria bash cinema, como o excesso de franquias, o controle dos engravatados dos estúdios sobre a criação das narrativas, a marginalização de atrizes com mais de 40 anos e o conflito geracional entre arsenic audiências. A mensagem que fica é que a criação sem medo, de acordo com Jane Schoenbrun, é a resposta para tudo isso.

German (DE)
English (US)
Spanish (ES)
French (FR)
Hindi (IN)
Italian (IT)
Portuguese (BR)
Russian (RU)
1 hora atrás
3
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_e84042ef78cb4708aeebdf1c68c6cbd6/internal_photos/bs/2026/P/m/ISZgxBSVSmZ4BzbhOZsQ/captura-de-tela-2026-05-13-225817.png)



:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/l/g/UvNZinRh2puy1SCdeg8w/cb1b14f2-970b-4f5c-a175-75a6c34ef729.jpg)

:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_08fbf48bc0524877943fe86e43087e7a/internal_photos/bs/2024/o/u/v2hqAIQhAxupABJOskKg/1-captura-de-tela-2024-07-19-185812-39009722.png)








Comentários
Aproveite ao máximo as notícias fazendo login
Entrar Registro