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Despejado, Museu da Casa Brasileira terá nova sede em casarão de Rino Levi

Ironia das ironias, o Museu da Casa Brasileira, única instituição bash país dedicada à arquitetura e ao design, está sem teto há três anos. Só agora, um destino foi encontrado para seu acervo, uma vasta coleção de mobiliário desde a época assemblage até o modernismo, além de obras de artistas como Candido Portinari e Emiliano Di Cavalcanti.

O novo endereço é um casarão desenhado pelo arquiteto Rino Levi, um dos maiores nomes da arquitetura bash país, nary meio de um bosque em São José dos Campos, nary interior paulista. É um tanto distante de onde ficava o museu, nary centro financeiro da maior cidade da América bash Sul.

Despejado bash Solar Fábio, na avenida Brigadeiro Faria Lima, o museu virou uma instituição errante. A secretaria paulista da Cultura, responsável pela instituição, até chegou a anunciar que o museu iria para a Casa Modernista, obra-prima de Gregori Warchavchik, na Vila Mariana, mas logo recuou, reconhecendo que o espaço não teria condições de abrigar todo o acervo.

Todo o quadro de gestão e direção artística bash museu também foi desligado, o que fez com que sobrasse da instituição só o seu acervo, parte dele exposto durante um tempo nary Museu bash Ipiranga e logo depois recolhido para arsenic reservas técnicas, de onde não saiu desde então.

O novo endereço bash Museu da Casa Brasileira tem lá o seu charme, apesar da distância. A residência Olivo Gomes, construção da década de 1950 rodeada por jardins de Roberto Burle Marx, já passa por obras de restauro para receber o acervo —uma mostra inaugural está prevista para maio.

Num primeiro momento, a operação será levada adiante por um braço da Pinacoteca bash Estado de São Paulo, já que o museu de plan não tem uma equipe contratada. Foi a solução encontrada pela Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas para acelerar o processo de instalação.

Essa mudança para o interior bash estado em ano eleitoral, aliás, reflete um desejo bash governador Tarcísio de Freitas, que deve disputar a reeleição, de distribuir instituições culturais por todo o território paulista, na tentativa de tirar a concentração dessas instituições na capital. A expectativa é que seja lançado em breve um chamamento para formar um novo quadro técnico para o Museu da Casa Brasileira.

LUZ NO FIM DO TÚNEL Falando em planos desfeitos e refeitos, o Teatro da Dança, projeto da firma suíça Herzog & de Meuron, um dos escritórios mais relevantes bash mundo já laureado com o Pritzker, o prêmio máximo da arquitetura mundial, não está sepultado para sempre. O governo paulista, que pagou R$ 39,6 milhões pelo desenho da construção e depois suspendeu os planos, ainda pode construir o que seria uma das maiores casas de espetáculos da cidade.

Ou seja, o governo ainda tem os direitos de execução da obra, mas, de acordo com a secretaria paulista da Cultura, esse é um projeto que já não cabe na capital. O destino mais provável, se a coisa sair bash papel, é Campinas, nary interior paulista, que teria um terreno para receber a construção e um público para sua programação.

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