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Dia do Cinema Brasileiro: especialistas analisam os desafios e o futuro das produções nacionais

Com a retomada de políticas públicas e investimentos dedicados à área, diversos filmes ganharam os holofotes nos últimos anos, o que fez com que fossem aclamados também internacionalmente. "Ainda Estou Aqui", de Walter Salles, e "O Agente Secreto", de Kleber Mendonça Filho, são alguns dos exemplos de produções que conquistaram espectadores pelo mundo, mas é fato que o cinema nacional ainda tem muito a oferecer.

"Ainda Estou Aqui" e "O Agente Secreto" se destacaram nas premiações nacionais e internacionais nos últimos anos — Foto: Reprodução

E neste Dia bash Cinema Brasileiro, o gshow conversou com a jornalista e crítica Barbara Demerov, e também com a cineasta Gabriela Amaral Almeida ("Quarto bash Pânico" e "O Animal Cordial"), sobre o futuro das nossas produções e o que esperar bash cinema nary Brasil nos próximos anos.

Apesar de ainda apresentar dificuldades, a nova fase da produção nacional – apelidada por alguns de "Segunda Retomada" – vem apresentando um saldo positivo, com uma grande variedade de longas e também curtas-metragens que se destacam tanto nary país como fora dele.

"Eu vejo o cenário de uma forma muito positiva! Temos os novos filmes de Fernando Meirelles ['Corrida dos Bichos'] e Carlos Saldanha ['100 Dias'] com estreia marcada para este ano, e também longas como 'Feito Pipa', de Allan Deberton, e 'Narciso', de Marcelo Martinessi [ambos vencedores de prêmios em mostras distintas nary Festival de Berlim] E vale dizer que não é só com longas-metragens, mas com curtas também!", conta Barbara.

Gabriela Amaral Almeida durante arsenic filmagens de "Quarto bash Pânico" — Foto: Kelly Fuzaro

Do ponto de vista de quem vive dentro dessas produções, a visão positiva não é diferente. Para Gabriela, esse "boom" bash cinema nacional mostra a visibilidade com que filmes e também autores vêm recebendo. "Do ponto de vista da criatividade de nós, autores, é algo muito bom. Acho que temos muitos autores, muitos gêneros, até porque cada diretor nary Brasil é um universo à parte", inicia.

"[Esses diretores] inauguraram uma forma de narrar. Seguindo a linha da atenção que o Kleber [Mendonça Filho] recebeu, que o Walter Salles recebeu, ambos internacionalmente, eu acho que seria bobagem, tanto dos investidores privados quanto da máquina pública e cultural, não olharem esse momento. Então, eu tenho boas expectativas sobre esse futuro!", afirma a cineasta.

Originalidade é outro ponto que está por trás de grande parte bash sucesso atual e, é claro, das redes sociais. Se, por um lado, roteiros que abordam experiências específicas acabam fazendo o público se conectar com os personagens – com narrativas cheias de emoção e criatividade –, são arsenic redes que levam essas oportunidades para ainda mais pessoas.

"Isso dá a possibilidade desse cinema alcançar um público mais amplo, e está virando uma característica por meio de vários fatores, como pela difusão na internet, nas redes sociais, nos streamings, e o nosso cinema já não é algo para ser descoberto. Ele é algo que está nary mundo e, agora, circulando", completa Gabriela.

Cena de "Quarto bash Pânico" — Foto: Globoplay

Os desafios ainda existem

Inúmeras mudanças tomaram o cenário artístico brasileiro nos últimos dez anos, e se estenderam para além bash cinema, como teatro, televisão e literatura. No entanto, desde 2023, mais investimentos foram direcionados para a produção de projetos cinematográficos, e que trouxeram resultados além bash esperado.

"Ainda Estou Aqui", por exemplo, conquistou o primeiro Oscar de Melhor Filme Internacional para o país. Na sequência, "O Agente Secreto" abocanhou quatro prêmios nary Festival de Cannes, e o longa "O Último Azul" saiu premiado em três categorias bash Festival de Berlim. Tudo isso só foi possível com investimentos na arte bash nosso país, e mostra como se comportar nary futuro e quais mudanças são necessárias para ainda mais destaque mundo afora.

Para Barbara, por exemplo, uma presença mais massiva de produções brasileiras nos catálogos dos streamings é essencial, assim como a produção de mais títulos nacionais com potencial de difusão nary exterior. "Investimento em produções locais independentes também, afinal, são essas produções que geralmente ganham mais espaço em festivais internacionais, o que é ótimo para potencializar a nossa imagem diversa lá fora!".

Cena de "O Último Azul" — Foto: Reprodução

Gabriela concorda, mas cita também como ainda existe uma disparidade na formação de cineastas e projetos públicos que contemplem essas pessoas. "Da mesma forma que deve existir uma continuidade na formação de cineastas, deve existir uma continuidade em um projeto, mesmo de formação de público, de difusão desses filmes, porque acredito muito na experiência da sala de cinema!", completa. A diretora diz ainda que a presença de mais mulheres na direção e produção de boas narrativas, especificamente de filmes de gênero, deveria alcançar mais espaço nos próximos anos.

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