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Dinheiro da Áster na Reag foi parar em consignados podres do Master

Segundo relatos obtidos pela coluna, quando descobriram que os ativos sequer estavam em seus nomes, o clima esquentou: Beto Louco ameaçou denunciar para a polícia e chegou a sair no tapa com Silvano Gersztel, sócio da Reag.

Os fundos com ativos que os donos da Áster acreditavam possuir — incluindo uma usina de etanol — pertenciam a fundos proprietários da Reag que tinham como beneficiários finais os filhos do próprio Mansur.

No papel, com registro em cartório, Primo e Beto Louco chegaram a ter, em determinado momento, praticamente todo o patrimônio que tinham na Reag — R$ 1,8 bilhão — concentrado em ações do Besc, um título podre, sem qualquer valor, do banco público de Santa Catarina, extinto em 2008.

A coluna teve acesso a um documento, datado de junho de 2023, no qual os sócios da Áster selaram a compra de R$ 1,8 bilhão em ações do Besc, sendo R$ 964,2 milhões a serem pagos em dinheiro novo e o restante, R$ 835,79 milhões, usando cotas detidas por eles em um outro fundo da Reag, o Mabruk. Esses títulos do Besc voltaram para a Reag na separação dos ativos, em outubro de 2024, em meio ao processo de desembarque da carteira.

Como mostrou reportagem do UOL, a Reag lançou nas demonstrações financeiras de seus fundos R$ 29 bilhões em títulos do Besc — 10% do total de ativos que a companhia chegou a ter sob gestão.

Para desfazer os negócios da Áster na Reag e devolver o patrimônio de R$ 1,8 bilhão, Mansur precisou vender ativos e adquirir novos — foi aí que entrou a carteira de consignados do Master. O processo de desembarque da Reag e a migração para outras gestoras demorou mais de seis meses e contou com a contratação de um time externo de quatro advogados.

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