Aumento seria de R$ 0,70 no litro do diesel se não fosse pelas medidas do governo. Segundo a presidente da Petrobras, se não fossem as medidas do governo, esse aumento seria repassado integralmente ao consumidor. Com a isenção de PIS e Cofins e mais a subvenção do diesel, o reajuste nas bombas ficará abaixo de R$ 0,06, disse Magda.
Política de preços da Petrobras é a mesma, repediu diversas vezes a presidente da companhia. Durante a entrevista coletiva à imprensa, a presidente da estatal afirmou cinco vezes que "nossa política de preços está mantida". Segundo ela, o aumento de preço hoje ocorreu porque a companhia identificou a necessidade de reajustar um pouco o diesel. "Foi o primeiro reajuste em 310 dias, quando houve um movimento de redução".
Reajuste está em plena consonância com estratégia da Petrobras, disse Magda Chambriard. "O pilar fundamental [dessa política de preços] é não repassar volatilidade de preços internacionais ao mercado doméstico", disse a executiva.
Sobre gasolina, Petrobras ainda não definiu reajustes. A presidente da Petrobras disse que a companhia ainda monitora a situação externa e a cotação do barril de petróleo no mercado internacional. Ela repetiu que a política de preços da empresa busca evitar transferir a volatilidade de preços internacionais para o consumidor do mercado doméstico.
Presidente da Petrobras destacou que a privatização da rede BR impediu a companhia de atuar no preço final ao consumidor. Um momento desse de alta volatilidade, os agentes econômicos, infelizmente, se aproveitam para aumentar margem", disse. Segundo ela, se a Petrobras fosse dona dos postos, poderia, por concorrência, inibir os reajustes que estão sendo realizados. "Quando a Petrobras deixa de chegar ao consumidor final, ela não tem controle [sobre preço final]. Nós entendemos [que a privatização] ajudou em nada o consumidor, mas onerou a sociedade como um todo, além de prejudicar a Petrobras", afirmou.
Governo não interferiu na política da Petrobras. A presidente da empresa destacou que a companhia segue livre para gerir sua política de preços. "Vários ministros repetiram isso ontem", disse, sobre o anúncio ontem do governo sobre medidas para reduzir os impactos da valorização do barril na economia brasileira.

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