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Dólar cai a R$ 5,19, na menor cotação desde maio de 2024; Bolsa recua

Ibovespa bateu recordes seguidos de alta. O principal índice da B3 vem operando influenciado positivamente pela expectativa de redução das taxas básicas de juros na economia brasileira. Ontem, por exemplo, avançou 1,52% e atingiu 184.691 pontos.

Vimos uma reação positiva do mercado, com dólar perdendo força e curva de juros fechando, porque o Copom deixou bem explícito que deve reduzir os juros na próxima reunião.
Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos

Valorização acumulada pelo Ibovespa abre espaço para ondas de realização de lucros. Segundo profissionais de mercado, o forte e rápido ganho apurado pelo Ibovespa, de 15% em janeiro e quase 50% em 12 meses, impele investidores de perfil mais arrojado a venderem papéis que tiveram valorização recente para apurar lucro antes de uma nova rodada de aplicações.

Ouro e petróleo

Cotação do ouro variou negativamente. O contrato para 100 onças troy (31,1 gramas) para abril caiu 0,27%, a US$ 5.354. O metal praticamente dobrou de preço em 12 meses, pressionado por demanda alimentada pela busca por ativos considerados mais seguros, em meio às tensões geopolíticas provocadas pela política externa agressiva do atual governo estadunidense.

Cenário externo pressiona o petróleo. Os preços futuros do barril atingem o maior valor em quatro meses. A alta e motivada pelas preocupações crescentes com o impacto potencial de um possível ataque dos Estados Unidos ao Irã. O petróleo tipo Brent, negociado em Londres para entrega em março, subiu 3,29%, para US$ 69,59, enquanto o WTI para fevereiro, negociado na Nymex (New York Mercantile Exchange), variou 3,3%, para US$ 65,01 o barril.

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Juros da economia

O mercado reage a decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. Confirmando expectativas, os bancos centrais de ambos os países decidiram manter estáveis as respectivas taxas básicas de juros.

Banco Central manteve Selic em 15% ao ano. No Brasil, o Copom (Comitê de Política Monetária) observou que o crescimento da atividade econômica está em "trajetória de moderação" e que a inflação apresenta "arrefecimento", mas ponderou que o índice segue ainda acima da meta, o que justifica manter a taxa inalterada.

Copom sinalizou cortes de juros a partir de março. No comunicado, o colegiado do Banco Central foi claro ao sinalizar que pode iniciar a redução da Selic já no próximo encontro, nos dias 17 e 18 de março.

O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta.
Banco Central, em comunicado

Esta foi a parte mais surpreendente do comunicado, superando a minha expectativa inicial de que o sinal para o início dos cortes não seria tão explícito. A mudança no tom sugere que o Banco Central adquiriu maior confiança na efetividade da política monetária e na trajetória de redução da taxa neste momento.
José Marcio Camargo, economista-chefe da Genial Investimentos

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O Copom foi claro ao indicar o início do ciclo de flexibilização já na próxima reunião, ao mesmo tempo em que sinaliza um 'pace' [ritmo] moderado, restrito a 0,25 ou 0,50 ponto percentual.
Bruno Fratelli, economista da Journey Capital

Banco Central americano também foi cauteloso. O presidente do Fed (Federal Reserve), Jerome Powell, disse que a economia do país manteve um ritmo sólido ano passado e iniciou 2026 com uma "base firme", após o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) anunciar a manutenção da taxa básica de juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

Acredito que os próximos meses de fato vão ser de muita cautela. Acredito que um corte de juros pelo Fed deve vir nos segundo semestre, com uma redução total no ano de 0,75%, dividido em duas reuniões, de 0,25% e outro de 0,50%.
Nicolas Gass, chefe de alocação de investimentos e sócio da GT Capital

Em nosso cenário-base, o Fed deve manter o juro no atual patamar na reunião de março, adotando uma postura conservadora, fim de observar a evolução dos próximos dados econômicos. Para 2026, projetamos que a taxa básica de juros encerre o ano em torno de 3,0% ao ano.
Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research

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