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Dólar fecha em alta a R$ 5,242 sob influência de guerra, petróleo e IPCA

Governo brasileiro zera PIS e Cofins do preço do diesel para enfrentar impacto na economia brasileira das oscilações do preço do petróleo. Também foi anunciada subvenção ao combustível para produtores e imposto sobre exportações de petróleo para aumentar a oferta interna. Com essas alterações, o litro do diesel deve cair R$ 0,64 por litro na refinaria, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Também foram anunciadas ações para reforçar fiscalização sobre revendedores para que a menor tributação e o subsídio ao combustível cheguem efetivamente ao consumidor final nas bombas dos postos.

No ambiente doméstico, mercados repercutem ainda a inflação oficial de fevereiro. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), principal referência de preços nas políticas econômicas do governo, foi de 0,7% em fevereiro, após alta de 0,33% em janeiro, segundo dados divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O IPCA de fevereiro surpreendeu negativamente, apresentando uma composição qualitativa pior do que o esperado. A inflação de serviços permaneceu pressionada, enquanto os segmentos de alimentação no domicílio e bens industriais, que vinham servindo de gatilho para revisões baixistas na projeção anual, não confirmaram essa tendência no mês. Vale a ressalva de que, diante da pressão sobre os preços do petróleo resultante da guerra, nossa projeção de 4,1% já passa a apresentar viés altista. Mariana Rodrigues, economista da SulAmérica Investimentos

No acumulado em 12 meses, a variação de 3,81% ficou abaixo de 4% pela primeira vez desde maio de 2024. A meta de inflação perseguida pelo Banco Central é de 3% ao ano, mas com faixa de tolerância que vai até 4,5% ao ano.

O dado no mês tem como principal contribuição a alta no grupo de serviços em função dos reajustes anuais em educação e pela forte alta em passagens aéreas que já havia chamado atenção no IPCA 15. Além disso, o núcleo da inflação de serviços segue em patamar elevado, assim como os itens intensivos em trabalho, e esses itens em particular contribuem para adicionar um desafio para o Banco Central. Julio Barros, economista do Daycoval

IPCA de fevereiro é último antes de Banco Central decidir sobre juros. Na semana que vem, dias 17 e 18, o Copom (Comitê de Política Monetária) se reúne para definir se inicia o afrouxamento dos juros. Na reunião anterior, em janeiro, a diretoria do Banco Central manteve a taxa básica de juros em 15% ao ano, maior patamar desde 2006, mas sinalizou que começaria a cortar a taxa agora em março.

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