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Dólar sobe a R$ 5,06 e Bolsa reage, impactados por juros dos EUA e eleições

A reafirmação de Flávio Bolsonaro como candidato da oposição, mesmo após esse episódio, aumenta a probabilidade de o Presidente Lula vencer, o que o mercado associa a um risco maior de piora da sustentabilidade fiscal. Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos

No exterior, petróleo tem sessão de queda do preço. O contrato futuro do barril do tipo Brent negociado na Bolsa ICE Intercontinental Exchange, caia 3,2% por volta das 10h, a US$ 108,54, recuando do maior valor em duas semanas.

Mercado monitora idas e vindas das negociações dos Estados Unidos com Irã. O presidente americano, Donald Trump, afirmou que suspendeu uma ofensiva a pedido de Emirados Árabes, Arábia Saudita e Qatar, mas disse que Washington está pronto para atacar se Teerã não aceitar um acordo. A Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, por sua vez, prometeu nesta quarta-feira estender a guerra "para além da região" do Oriente Médio caso Estados Unidos e Israel voltem a atacar o país.

Guerra, no exterior, e eleições, no Brasil, alimentam incertezas que prejudicam a entrada de recursos externos para mercado financeiro local. Depois de atingir R$ 60 bilhões no ano até o dia 15 de abril e alimentar a onda de compras de ações que levaram o Ibovespa a bater recorde de pontuação, o fluxo do capital estrangeiro para a Bolsa brasileira passou a ficar negativo, com saídas líquidas da ordem de R$ 22 bilhões em quatro semanas.

Alta dos juros nos Estados Unidos também impacta fluxo de capitais internacionais. O aumento da inflação americana reduziu alimentou apostas de que o Fed (Federal Reserve), banco central dos Estados Unidos, tenha que manter os juros elevados por mais tempo. O rendimento da Treasury, título do governo americano, de dois anos disparou de pouco menos de 3,40% ao ano, em 27 de fevereiro, um dia antes de os Estados Unidos e Israel lançarem ataques aéreos contra o Irã, para uma máxima em 15 meses acima de 4,10% ontem. Isso favorece aplicações lá em detrimento de investimentos em outros países que vinham recebendo recursos de aplicadores de lá, caso do Brasil.

Os mercados globais seguem pressionados pela elevação das taxas nos Estados Unidos e pela incerteza em torno do conflito no Oriente Médio, criando um ambiente mais restritivo para ativos de risco. Esse movimento, somado ao petróleo ainda elevado, reforça preocupações com inflação persistente e mantém a volatilidade elevada. Alvaro Maia, economista na StoneX

Ibovespa abre em alta. O principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 iniciou o pregão desta quarta-feira em alta de 0,36%, marcando 174.900 pontos. O indicador caiu em quatro das últimas cinco sessões, sendo as últimas três seguidas de perdas.

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