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Dólar sobe a R$ 5,13 e Bolsa cai um dia após BC cortar Selic

Juros elevados nos Estados Unidos impactam mercados no Brasil, apontam profissionais de mercado. A expectativa de aumento das taxas no mercado americano tornam os rendimentos dos títulos do Tesouro americano mais competitivos em relação a outros ativos internacionais, incluindo investimentos no Brasil.

Isso aumenta a atratividade dos ativos americanos, atraindo capital estrangeiro ao país, fortalecendo o dólar globalmente. Esse movimento acaba pressionando moedas emergentes, como o real. Leonel Oliveira Matos, economista na Stonex

Cenário de juros elevados impacta Bolsa brasileira. O Ibovespa, principal índice do mercado acionário brasileiro abriu o pregão de hoje em leve baixa, de 0,10%, marcando 168.277 pontos. Ontem, o idnicador subia 0,28% ontem antes do anúncio do Fed, aos 170.057 pontos, mas o viés virou força após a decisão da entidade, fechando em baixa de 0,70% ao final, aos 168.453 pontos.

Fed foi duro, reforçando a preocupação com a inflação, enquanto aqui no Brasil o Banco Central foi bonzinho, reduzindo juros apesar da piora do cenário de inflação. Parte dos investidores vedo que o BC entrou em rota de perda de credibilidade, com a decisão de ontem. Nesse cenário, vemos para hoje um dia com potencial para Bolsa fraca e dólar forte. Alvaro Bandeira, economista

No exterior, preço do petróleo segue retornando aos patamares anteriores aos da guerra no Oriente Médio. A cotação do contrato do barril para o tipo Brent com entrega em agosto, referência internacional, cedia 1,8% às 10h, para US$ 78,16, menor cotação desde o fim de semana após os ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de agosto. 0,75%, a US$ 79,55 por barril para entrega em agosto. Agentes de mercado reagem à formalização do acordo de paz entre os países e esperam a efetiva reabertura do Estreito de Hormuz, rota de 20% do petróleo mundial.

O risco geopolítico e o preço do petróleo diminuíram, os juros continuam elevados e a renda fixa segue oferecendo retornos historicamente atrativos. Mercados conseguem conviver com inflação, com juros altos e até com crises políticas, mas não conseguem precificar direito a falta de direção. E hoje, é exatamente isso que voltou a ficar sobre a mesa. Olívia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos

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