O IPCA de fevereiro surpreendeu negativamente, apresentando uma composição qualitativa pior do que o esperado. A inflação de serviços permaneceu pressionada, enquanto os segmentos de alimentação no domicílio e bens industriais, que vinham servindo de gatilho para revisões baixistas na projeção anual, não confirmaram essa tendência no mês. Vale a ressalva de que, diante da pressão sobre os preços do petróleo resultante da guerra, nossa projeção de 4,1% já passa a apresentar viés altista. Mariana Rodrigues, economista da SulAmérica Investimentos
No acumulado em 12 meses, a variação de 3,81% ficou abaixo de 4% pela primeira vez desde maio de 2024. A meta de inflação perseguida pelo Banco Central é de 3% ao ano, mas com faixa de tolerância que vai até 4,5% ao ano.
O dado no mês tem como principal contribuição a alta no grupo de serviços em função dos reajustes anuais em educação e pela forte alta em passagens aéreas que já havia chamado atenção no IPCA 15. Além disso, o núcleo da inflação de serviços segue em patamar elevado, assim como os itens intensivos em trabalho, e esses itens em particular contribuem para adicionar um desafio para o Banco Central. Julio Barros, economista do Daycoval
IPCA de fevereiro é último antes de Banco Central decidir sobre juros. Na semana que vem, dias 17 e 18, o Copom (Comitê de Política Monetária) se reúne para definir se inicia o afrouxamento dos juros. Na reunião anterior, em janeiro, a diretoria do Banco Central manteve a taxa básica de juros em 15% ao ano, maior patamar desde 2006, mas sinalizou que começaria a cortar a taxa agora em março.
Em relação à decisão do Copom na próxima semana, avaliamos que há espaço para o início do ciclo de cortes de juros. Diante da retomada do petróleo para patamares próximos de US$ 100 por barril e da perspectiva de continuidade do conflito, o Comitê pode adotar uma postura mais cautelosa, com um corte de 0,25 ponto percentual, refletindo o aumento recente das incertezas no ambiente internacional. Entretanto, avaliamos que existe espaço para um corte de 0,50 ponto, considerando o nível ainda bastante restritivo da taxa de juros, que criou uma margem de segurança relevante para a condução da flexibilização monetária com credibilidade. Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research
Em resumo, o dado mostra uma piora da inflação na margem. A composição do índice deve chamar a atenção da autoridade monetária, uma vez que o avanço dos núcleos e a resiliência de serviços reforçam um cenário de maior cautela. Na nossa visão, o número fortalece apostas em uma redução do ritmo de flexibilização da taxa básica de juros para um corte de 0,25 ponto percentual, em detrimento de um corte de 0,5 p.p. Gabriel Pestana, economista sênior da Genial Investimentos

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