Expansão na América Latina
O plano de abrir capital está ligado à estratégia de expansão regional do grupo. A Abra reúne hoje algumas das principais companhias aéreas da América Latina, incluindo a Gol, no Brasil, e a Avianca, com operações relevantes na Colômbia e na América Central.
Segundo o CEO, a empresa busca ampliar essa presença e consolidar uma rede com atuação em diferentes mercados da região. Nesse contexto, o grupo tenta avançar na aquisição da Sky Airline, companhia chilena que também opera no Peru. A operação ainda depende de aprovação regulatória.
Neuhauser disse que esses dois países representam uma lacuna importante na presença do conglomerado. "Não estamos buscando conquistar participação de mercado adicional. Temos uma lacuna em nosso mapa que é importante para nós, que é o Chile e o Peru. É por esse motivo que estamos prosseguindo com esta transação envolvendo a Sky, para a qual esperamos obter aprovação regulatória até o final do ano", pontuou.
Consolidação na região
Neuhauser afirmou que o setor aéreo na América Latina deve passar por um processo de consolidação nos próximos anos, com a formação de dois grandes grupos com presença em vários países da região.
"A região está se consolidando em torno de dois grandes grupos que cobrem toda a área. Nós somos um deles", disse Adrian Neuhauser, CEO do grupo Abra.
Nesse contexto, o executivo voltou a comentar a tentativa de fusão entre Gol e Azul, discutida durante o processo de recuperação judicial da companhia brasileira.
Neuhauser disse que, naquele momento, a avaliação fazia parte da definição da estratégia de longo prazo da empresa. Hoje, porém, ele afirma que a Gol já possui ativos estratégicos importantes no país, especialmente em aeroportos como Guarulhos, Congonhas, Galeão e Santos Dumont.
Segundo ele, essas posições são difíceis de replicar e reforçam o papel da companhia dentro do grupo. O executivo afirmou ainda que a Azul tem seu próprio espaço no mercado brasileiro, com forte presença em rotas regionais, e disse que a Abra está confortável em competir com a empresa.
Estamos felizes em competir com a Azul. Entendemos que eles têm um papel importante no mercado. Eles dominam os mercados secundários e possuem conectividade conectividade granular. Adrian Neuhauser
O executivo afirmou que a Gol ocupa posição central na estratégia do grupo na América Latina, principalmente por sua presença em alguns dos principais aeroportos do Brasil. Neuhauser disse ainda que a companhia ampliou sua presença no mercado carioca após colocar novamente em operação aeronaves que estavam paradas nos últimos anos.
Com isso, segundo ele, a Gol se tornou a maior operadora no Rio de Janeiro. A empresa brasileira ainda estreará um novo centro de conexões no Aeroporto do Galeão, com rotas internacionais como Nova York (EUA) e Lisboa (Portugal).
Gargalos para o setor
Apesar das perspectivas de crescimento, Neuhauser afirma que a infraestrutura da aviação na América Latina começa a se tornar um limitador para a expansão do setor. Segundo ele, muitos dos principais aeroportos da região receberam grandes investimentos quando foram privatizados, há cerca de 15 ou 20 anos.
Desde então, porém, esse ritmo de investimentos foi menor, enquanto a demanda por voos continuou a crescer. Para o executivo, o problema não se limita à infraestrutura em solo. "Tudo isso conta: o controle de tráfego aéreo, o uso do espaço aéreo, o número de controladores, mas também o número de pistas e de portões", afirmou.
Segundo ele, essas limitações acabam restringindo o número de voos que as companhias conseguem operar. Mesmo que o ritmo seja de crescimento, esses gargalos acabam freando o avanço do setor.
Regulação e custos
Neuhauser também citou diferenças regulatórias entre os países da América Latina como um fator que dificulta a expansão das companhias aéreas. Segundo ele, cada mercado possui regras próprias, o que limita a integração das operações na região.
Neuhauser também criticou o nível de custos determinados ao setor, e disse que impostos, taxas e encargos elevam o preço das operações, restringem a oferta de voos e impactam a expansão do transporte aéreo.
"Estamos otimistas, no sentido de que acredito que não apenas nós da Abra, mas o setor, em geral, tem apresentado um nível crescente de diálogo com os órgãos reguladores", concluiu o executivo.
*O colunista viajou a convite da Iata (Associação Internacional do Transporte Aéreo)
Reportagem
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