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'É um milagre': comissária sobrevive após ter assento lançado a 90 metros em colisão de avião em Nova York

Uma das principais recomendações de segurança em um avião é manter o cinto afivelado até a liberação do comandante — até mesmo quando a aeronave já está no solo. A medida reduz riscos em freadas bruscas ou colisões. Mas há situações em que nem mesmo o cumprimento do protocolo evita acidentes — como no caso da comissária da Air Canada, que teve seu assento arremessado após a colisão com um caminhão.

Vídeo mostra momento em que avião atinge caminhão de bombeiros em Nova York

Vídeo mostra momento em que avião atinge caminhão de bombeiros em Nova York

A comissária Solange Tremblay estava sentada no chamado jump seat — assento retrátil usado pela tripulação — no momento do impacto. Segundo familiares, ela foi lançada junto com o banco a mais de 90 metros do avião, mas sobreviveu com uma fratura na perna e sem risco de morte.

Segundo especialistas em segurança aérea, o tipo de assento pode ter sido determinante para a sobrevivência. O equipamento é projetado para suportar impactos mais intensos e conta com cinto de segurança de quatro pontos, diferente dos usados por passageiros.

“É um assento extremamente robusto, pensado para proteger o comissário e permitir que ele ajude na evacuação após um acidente”, disse o ex-investigador federal Jeff Guzzetti em entrevista à AFP.

Em entrevista à emissora canadense TVA Nouvelles, a filha da comissária disse que a mãe foi encontrada ainda presa ao assento após o acidente. “É um verdadeiro milagre. Poderia ter sido muito pior”, afirmou.

Solange Tremblay sobrevivou ao ser lançada por mais de 90 metros na batida do Air Canada — Foto: Reprodução Facebook

Imagens que circulam nas redes mostram o momento da colisão e a destruição causada. O caminhão de bombeiros ficou completamente danificado, enquanto a parte frontal da aeronave foi destruída.

Ao todo, 41 das 76 pessoas a bordo foram levadas ao hospital com ferimentos leves, segundo autoridades.

O veículo de emergência havia sido autorizado a cruzar a pista para atender outra ocorrência, envolvendo um avião que precisou abortar a decolagem. Após o acidente, um controlador de tráfego aéreo chegou a admitir erro.

As causas da colisão são investigadas pelo National Transportation Safety Board (NTSB). A presidente do órgão, Jennifer Homendy, afirmou que o caso deve envolver uma combinação de falhas e que ainda é cedo para apontar responsabilidades.

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