Na reta final das eleições presidenciais na Argentina, o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) torce nos bastidores pelo candidato da situação, o peronista Sergio Massa – aliado de Alberto Fernández, parceiro de Lula.
A ordem, no entanto, é não fechar as portar para um eventual governo de Javier Milei, candidato populista que se define como libertário e tem apresentado propostas consideradas inviáveis. A votação em segundo turno acontece no próximo domingo (19).
Em público, a orientação do presidente Lula é para que o governo não se intrometa na eleição do país vizinho e não manifeste apoio a nenhum dos candidatos. Para o Itamaraty, é essencial manter o canal aberto com a Argentina, seja sob Massa ou Milei.
Uma coisa é eleição, e outra coisa é o governo, avaliam os diplomatas – mesmo sobre as críticas recentes de Milei ao Brasil.
No último debate, neste domingo (12), Javier Milei bateu boca com Sergio Massa e fez novas críticas ao governo brasileiro. Milei tem atacado diretamente o presidente Lula em sua campanha, na qual defende o fechamento do Banco Central e a dolarização da economia argentina.
Candidatos à presidência da Argentina ajustam discurso rumo ao segundo turno
Apesar dos novos ataques do candidato "exótico", que se classifica como um anarcocapitalista, a equipe de Lula quer evitar o que aconteceu logo depois do primeiro turno – quando alguns ministros vieram a público para saudar Sergio Massa por ter terminado a fase inicial da disputa à frente de Javier Milei.
Naquele momento, por determinação de Lula, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, fez questão de manifestar a posição institucional do governo Lula: de que o Brasil não tem candidato oficial na eleição argentina e vai trabalhar para ter um bom relacionamento com o eleito.
A Argentina é o terceiro parceiro comercial do Brasil, mas tem aumentado seu comércio exterior com a China – que, ao avançar sobre o mercado argentino, vem roubando espaço comercial das empresas brasileiras.
A indústria brasileira, já sofrida pela concorrência internacional, tem na Argentina seu principal parceiro de vendas ao exterior.
Se o mercado com o país vizinho retrair, o movimento representará um baque enorme para os empresários brasileiros.

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2 anos atrás
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