Segundo Xi, o mundo todo está acompanhando o encontro desta quinta-feira. Em discurso, o líder chinês questionou se China e Estados Unidos podem, em nome do bem-estar e do futuro da humanidade, construir juntos um futuro mais positivo para as relações bilaterais.
- Xi disse que os interesses comuns entre China e Estados Unidos superam as diferenças.
- Segundo ele, a cooperação é benéfica para os dois países e para o restante do mundo.
- O presidente chinês afirmou ainda que o sucesso de uma nação representa oportunidade para a outra e que uma relação bilateral estável contribui para a estabilidade internacional.
“Devemos ser parceiros, não rivais. Devemos ajudar uns aos outros a ter sucesso, prosperar juntos e encontrar a forma adequada para que grandes países convivam na nova era”, afirmou Xi.
Trump também adotou um tom positivo ao comentar a relação bilateral. O presidente americano classificou o encontro como uma honra e disse acreditar que os laços entre os dois países vão melhorar.
“É uma honra estar com você, é uma honra ser seu amigo, e a relação entre China e Estados Unidos será melhor do que nunca”, afirmou.
Trump também elogiou Xi, chamando-o de “grande líder”, e disse ter ficado impressionado com a recepção na China, especialmente com a participação de crianças nas cerimônias, que, segundo ele, representam o futuro.
Trump ao lado de Xi Jinping na China, em 13 de maio de 2026 — Foto: BRENDAN SMIALOWSKI/AFP
Essa é a segunda vez em menos de um ano que Trump e Xi se encontram presencialmente. No último encontro, em outubro de 2025, os dois anunciaram acordos e concordaram em pausar a guerra comercial entre os dois países.
🇮🇷 Desta vez, no entanto, a reunião ocorre em meio a um conflito em andamento: a guerra no Irã. Apesar do cessar-fogo no Oriente Médio, Trump vem ameaçando novos ataques diante da falta de acordo.
- A China é uma importante parceira do Irã e segue como uma das principais compradoras do petróleo iraniano.
- O governo Trump tem pressionado Pequim a usar a influência sobre o Irã para avançar negociações e impedir que o país desenvolva uma arma nuclear.
- Além do Irã, Trump também deve tratar com Xi da Rússia, em uma tentativa de avançar nas conversas de paz com a Ucrânia.
☢️ Também há tensões que envolvem diretamente China e Estados Unidos. Em novembro de 2025, Trump acusou Pequim de testar armas nucleares em segredo. A acusação foi reforçada por um subsecretário norte-americano em fevereiro deste ano, pouco antes do início da guerra no Irã.
🇹🇼 Outro tema delicado entre os dois países é Taiwan. A China considera a ilha parte do próprio território. Já os Estados Unidos atuam para garantir a autonomia da região.
Além das tensões geopolíticas, Trump e Xi também devem discutir temas econômicos e tecnológicos, como inteligência artificial (IA) e tarifas.
🤖 Em relação à IA, assessores do governo Trump têm demonstrado preocupação com o avanço de modelos desenvolvidos na China. A avaliação é que os países precisam criar um canal de comunicação para evitar conflitos. O encontro dessa semana pode pavimentar essa conversa.
- O tema ganhou peso após uma nova escalada de tensões em abril.
- Os EUA acusaram a China de promover roubo em larga escala de tecnologia de inteligência artificial, com tentativas organizadas de acessar sistemas americanos.
- Segundo a Casa Branca, as ações envolveriam contas falsas e técnicas para contornar mecanismos de segurança e extrair dados sensíveis.
- O episódio também levantou dúvidas sobre a liberação de chips avançados de IA para empresas chinesas.
💸 Já na área comercial, os dois países ainda vivem uma trégua firmada em outubro de 2025, após uma guerra tarifária. O acordo foi alcançado no último encontro entre Trump e Xi Jinping.
- O acordo prevê redução de tarifas, compras de produtos americanos pela China e manutenção do fornecimento de minerais raros chineses aos EUA.
- Desta vez, é esperado que Trump e Xi anunciem a criação de fóruns para facilitar o comércio e investimentos entre os dois países.
- Na mesa de negociações também estará a prorrogação do tratado que interrompeu a guerra comercial entre os dois países.

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