O país invadido e devastado há três anos perde o apoio de seu maior aliado, os EUA, que, comandado por Donald Trump, praticamente se alinha ao agressor russo.
A brusca mudança de rota da diplomacia americana foi amplamente antecipada pelo atual presidente, que não esconde o rancor por Volodymyr Zelensky.
Em seu primeiro mandato, Trump pressionou-o inutilmente a abrir investigações contra as atividades de Hunter Biden, filho do então ex-vice-presidente americano, na Ucrânia.
A única vantagem de ter assistido ao circo de horrores promovido por Trump e o vice JD Vance na humilhação pública de Zelensky foi constatar a transparência do presidente americano sobre o confronto que se desenrola na Europa.
Diante das câmeras, ele se mostrou genuíno na arrogância e no desprezo pelo interlocutor e pelo significado da diplomacia como líder da maior potência mundial.
“Você não tem as cartas”, “Ou você faz o acordo ou estamos fora”, “Seu país está em grandes apuros”, “Vai ser difícil fazer negócios assim”: são esses os termos da Casa Branca de Trump para Zelensky. O presidente americano assegurou que confia em Vladimir Putin, a quem se mostrou solidário, lembrando que ambos viveram experiências semelhantes, no papel de vítimas da caça às bruxas.
A manifestação pública de desacordo entre um presidente dos EUA e o de um país aliado foi inédita, mas o retrospecto das cinco semanas de Trump na Casa Branca já demarcava o que estava por vir. Zelensky foi excluído das conversas entre os EUA e a Rússia na Arábia Saudita e insultado como ditador pelo presidente americano.
Trump persegue insistentemente um cessar-fogo na Ucrânia e atrela o fim da guerra a um acordo sobre minerais raros, que seria uma forma de compensação à ajuda militar que os EUA deram ao país nos últimos três anos.
Zelensky topou a troca, mas se mostrou firme em assegurar as garantias de segurança a seu país. Não obteve. Ao contrário, foi chamado de ingrato, desrespeitoso e mal-agradecido.
O presidente ucraniano foi intimado a deixar a Casa Branca, sem almoço e sem acordo. “Ele não está pronto para a paz”, decretou Trump.
Caiu também por terra a ofensiva diplomática em prol da Ucrânia, orquestrada pelo presidente da França, Emmanuel Macron, e pelo premiê britânico, Keir Starmer, para seduzir Trump.
Ao que tudo indica, a Europa seguirá sozinha na defesa da Ucrânia, uma vez que a diplomacia parece ter sido excluída do glossário do presidente americano. Como bem resumiu Kaja Kallas, ex-premiê da Estônia e principal diplomata da União Europeia, “está claro que o mundo livre precisa de um novo líder”.

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1 ano atrás
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