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Em meio à disparada do petróleo, dólar fecha em queda e é vendido a R$ 5,16

Petrobras ainda segura o repasse da valorização aos consumidores. A manutenção eleva a defasagem da gasolina e do diesel na comparação internacional. Conforme dados da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), os preços deveriam subir R$ 1,22 (49%) e R$ 2,74 (85%), respectivamente. "Não sei o que a Petrobras vai fazer, mas já deveria ter repassado parte dessa parcela, em linha com o que foi anunciado por outras petroleiras do mundo", avalia Adriano Pires, diretor do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura).

Havendo repasse de preço para os combustíveis, a Petrobras tende a ter ganhos significativos caso o preço do petróleo permaneça nos níveis atuais por um longo período.
Mônica Araújo, economista chefe da InvestSmart XP

Perspectivas para o futuro do Ibovespa são pessimistas. Após o índice renovar recorde nos últimos meses, o índice perdeu tração com reflexo das preocupações com a escalada da guerra no Oriente Médio e a possibilidade de um ciclo menor de corte de juros. "Com o barril do petróleo acima de US$ 100, observamos uma perspectiva inflacionária não só no Brasil, mas para o mundo inteiro", diz Leonardo Santana, especialista em Investimentos da Top Gain.

Os países produtores começam a ficar preocupados, porque a escalada [de preço do petróleo] é muito rápida e, dependendo dos bombardeios, pode alcançar facilmente US$ 150. Isso gera inflação e deixa mais difícil aquela história de reduzir os juros.
Adriano Pires, diretor do CBIE

Países do G7 decidiram segurar suas reservas de petróleo. Os ministros das Finanças das principais economias do mundo (Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos) se reuniram para discutir a recente disparada do petróleo. Ao invés da ideia inicial de uma liberação conjunta dos reservatórios, eles disseram que vão recorrer a outros artifícios para conter os preços.

O que acordamos foi usar todas as ferramentas necessárias, se preciso for, para estabilizar o mercado, incluindo a possível liberação dos estoques necessários.
Roland Lescure, ministro das Finanças da França

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