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Em Salvador, União Brasil deu exclusividade ao Master no consignado

O Credcesta era o principal negócio de crédito do Master, hoje em liquidação pelo Banco Central, e está na origem do banco.

Ligado também ao PT por suas origens como dirigente de associações de aposentados, Lima foi quem levou o negócio de consignado público, com todas essas características, para o banco Master, após vencer um leilão de privatização de uma rede de supermercados cercado de suspeitas de favorecimento. Ele pagou R$ 15 milhões no leilão. E vendeu o programa de benefícios da rede por R$ 30 milhões para o Master, numa operação que o transformou em sócio de Daniel Vorcaro no banco.

Por meio de um laranja, Lima foi o único a fazer proposta no leilão promovido pelo então governador Rui Costa (ministro da Casa Civil de Lula), com Jaques Wagner (líder do governo no Senado), na secretaria de Desenvolvimento, em 2018. Pouco depois do leilão, um decreto embelezou um programa de benefícios da rede de supermercados, que de uma simples antecipação de compra se transformou em uma linha de crédito liberada por meio de cartão. O decreto garantiu ainda 15 anos de exclusividade na exploração de 30% da margem disponível na folha de pagamentos dos servidores e aposentados do estado.

O decreto da Prefeitura de Salvador que deu exclusividade ao Credcesta menciona o programa de consignado do Master de forma indireta, remetendo a um inciso do decreto original sobre consignados, de 2014, que permite consignações para para "linha de crédito rotativo para aquisição de produtos oferecidos pelas Lojas da Cesta do Povo". Desde a privatização, restaram apenas algumas lojas da Cesta do Povo, mas é a rede é que detém o contrato com o governo da Bahia para a exploração do programa Credcesta.

Abaixo a íntegra da nota assinada pelo ex-prefeito ACM Neto:

No final do ano de 2022, quando não mais exercia qualquer cargo público, constituí a empresa A&M Consultoria LTDA. A partir de então, prestei serviços a alguns clientes, dentre eles o Banco Master e a REAG. Isto sempre ocorreu com contratos formais, com o devido recolhimento de impostos e trabalhos de consultoria efetivamente executados, notadamente relacionados à análise da agenda político-econômica nacional, e materializados em diversas reuniões com o corpo técnico e jurídico dos contratantes.

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