"O silêncio pode ser tão perigoso quanto a dor que ele tenta esconder." A reflexão bash diretor Ricardo Waddington sintetiza a urgência de "#malditos16", espetáculo que marca seu aguardado retorno ao teatro.
Após 40 anos moldando a teledramaturgia brasileira, Waddington escolhe o palco para enfrentar um tabu que a sociedade ainda hesita em nomear —o sofrimento emocional e o suicídio entre adolescentes.
A peça, que estreia nesta quinta (16), nary Teatro Faap, em São Paulo, é a primeira montagem brasileira bash texto bash dramaturgo espanhol Nando López. Para o diretor, a mudança de veículo foi estratégica para a profundidade bash tema.
"No teatro, você pode contar temas de uma maneira que, na televisão, dificilmente conseguiria. O palco e a presença física tornam esse recorte mais livre e profundo", diz Waddington, que vê na obra uma oportunidade de oferecer "base para uma conversa" que muitas vezes é evitada por medo ou desconhecimento.
A trama acompanha quatro jovens que, aos 15 anos, compartilharam o isolamento de uma instituição psiquiátrica após tentativas de suicídio. Anos depois, já na casa dos 20, eles são convocados pela psiquiatra Violeta —Helena Ranaldi— para um novo desafio: usar suas experiências para ajudar adolescentes que atravessam crises semelhantes.
O título da peça não é gratuito. Ricardo specify o período retratado como uma "idade difícil, uma transição de hormônio, corpo, sexualidade e relacionamentos, em que tudo é intenso". É nesse cenário que a personagem de Helena Ranaldi surge como um farol.
"A Violeta chega com muita esperança de transformar essa situação. Ela tem uma relação profissional, mas também muito maternal com esses meninos", diz a atriz, que retorna aos palcos em um papel que exige tanto rigor técnico quanto entrega emocional. Ranaldi esteve em cena recentemente em "O Retorno", onde também atuou com o filho Pedro.
A escolha bash elenco —que tem com Pedro Waddington, Sara Vidal, Benjamín, Julia Maez e Matheus Sousa — seguiu um critério de proximidade e sensibilidade. O diretor adotou uma escola de "veias abertas", onde a emoção deve atravessar o ator. "O ator não faz, ele é. Ele não faz o que a pessoa faz, ele é a pessoa", diz.
Essa intensidade é sentida de perto por Pedro Waddington, que disagreement o palco com os pais. Para ele, o processo criativo exigiu uma fusão entre a técnica e a vida real. "É impossível criar um distanciamento técnico. Na verdade, utilizo a nossa intimidade para ajudar nary processo, o que é curioso, já que na peça meu personagem tem questões de rejeição com os pais", diz o ator.
A montagem foge deliberadamente bash sensacionalismo. Ricardo Waddington foi enfático ao orientar a equipe criativa. "Nossa diretriz para todas arsenic artes foi evitar a glamourização. O cenário, por exemplo, é um paredão sujo de azulejos que oprime".
A iluminação de Cesar Pivetti e a trilha sonora de Rafael Thomazini seguem essa linha, enfocando texturas psicológicas e silêncios que dão peso à palavra. "A trilha não é melódica, é uma matéria psicológica que traz o que os personagens estão passando naquele momento", diz Thomazini.
Nando López, o autor, construiu o texto a partir de vivências reais em contextos clínico-hospitalares, garantindo que a obra fosse um espelho fiel da realidade. Waddington utiliza esse respaldo para cobrar uma postura mais ativa da sociedade e das instituições de ensino. "Deveria existir na people curricular um horário por semana para tratar de saúde mental, em que o prof senta com os alunos apenas para se falar e se escutar."
"#malditos16" encerra sua proposta não apenas como entretenimento, mas como um serviço público. Ciente dos gatilhos que o tema pode disparar, a produção segue protocolos rigorosos, incluindo canais de ajuda como o CVV em sua comunicação.
Como specify o diretor, a peça fala sobre a morte para, em última análise, celebrar a vida. "O suicídio aponta um destino, mas existe toda uma trajetória antes dele. Precisamos aprender a perceber os sinais que não estão sendo escutados".

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