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Estreito de Hormuz fechado vai gerar caos no agro brasileiro, diz professor

Jank detalhou que o impacto não se limita ao combustível. Ele apontou risco de oferta para fertilizantes nitrogenados, já que o Brasil é o maior importador do produto, cuja maior parte vem do Oriente Médio.

O que a gente está vendo já são travas acontecendo tanto no diesel, no abastecimento de diesel, como já na parte de fertilizantes aqui no Brasil -- pode ter um impacto enorme em fertilizantes nitrogenados porque quase tudo que o Brasil compra vem do Oriente Médio e também eventualmente da China. E a China se abastece de gás do Oriente Médio para fazer fertilizantes nitrogenados.
Marcos Jank

O professor também explicou que o aumento do custo do frete pode impactar as exportações brasileiras, especialmente para a Ásia. Segundo ele, a logística global fica mais cara e mais incerta quando o petróleo dispara e cresce o risco na rota marítima.

Sem contar o custo de frete, que afeta tudo que a gente exporta, principalmente para a Ásia. E no que a gente exporta para Ásia, vários navios param para abastecer no Oriente Médio.
Marcos Jank

Para o professor, o risco maior pode estar no abastecimento de insumos. Ele relatou conversas com empresas do setor e alertou que um mês do Estreito de Hormuz fechado pode gerar problemas graves de produção, com impacto maior nas safras do segundo semestre.

Ontem eu conversei com vários players e eles falaram que, se o estreito ficar fechado por um mês, nós podemos ter realmente graves problemas de abastecimento aqui no Brasil, impactando principalmente as safras do segundo semestre.
Marcos Jank

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