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EUA afirma ter destruído instalação iraniana no Estreito de Ormuz

O exército dos Estados Unidos afirmou, neste sábado (21), ter destruído um bunker iraniano no Estreito de Ormuz. Segundo vídeo publicado pelo Comando Militar dos Estados Unidos (CentCom), a instalação estava equipada com armas que “representavam um perigoso risco ao transporte internacional”. A operação ocorreu “no início da semana”, enquanto os iranianos celebravam o fim do Ramadã sem a presença do líder supremo, Mojtaba Khamenei.

O almirante Brad Cooper, chefe do CentCom, confirmou que aviões de guerra "destruíram" uma instalação subterrânea na costa do Irã. O local armazenava mísseis de cruzeiro antinavio e lançadores móveis.

"Não apenas destruímos a instalação, como também destruímos locais de apoio de inteligência e repetidores de radar de mísseis que eram utilizados para monitorar os movimentos dos navios", declarou Cooper. Segundo o almirante, a ação reduziu a capacidade de Teerã de "ameaçar a liberdade de navegação no estreito de Ormuz e seus arredores".

Crise energética e econômica

O Irã mantém o acesso a Ormuz bloqueado em resposta a ataques sofridos em 28 de fevereiro. Por essa rota passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) consumidos no mundo.

O comunicado, no entanto, não especifica de que forma os países ajudariam no Estreito de Ormuz, uma via marítima no Oriente Médio por onde circulam navios transportando cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo.

O comunicado conjunto ainda elogia a liberação de reservas estratégicas de petróleo pelos Estados Unidos e diz que "tomaremos outras medidas para estabilizar os mercados de energia, incluindo trabalhar com certos países produtores para aumentar a produção".

Estreito de Ormuz, no Irã — Foto: JH

Alvos nucleares sob suspeita

Não houve registro de "vazamento de materiais radioativos". O exército israelense afirmou que "não está a par" do ocorrido. Por outro lado, a Rússia classificou os ataques como "irresponsáveis" e alertou para riscos de catástrofe regional.

Por sua vez, o diretor da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi, fez um apelo pela "moderação militar para evitar qualquer risco de acidente nuclear".

Incerteza política e expansão do conflito

Enquanto isso, o governo de Israel sinalizou que a intensidade das operações "aumentará consideravelmente". "Não vamos parar até que todos os objetivos da guerra tenham sido alcançados", afirmou o ministro da Defesa, Israel Katz.

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