De acordo com a fonte, assinaram o documento o presidente dos EUA, Donald Trump, e seu vice, JD Vance, e o presidente do Parlamento do Irã, Mohammed Qalibaf, líder da comitiva iraniana de negociadores e figura central do governo do país.
Ainda não está claro se assinatura foi feita de forma virtual ou por intermedio de interlocutores — nesta segunda-feira (15), o vice-presidente norte-americano disse em entrevista à rede de TV dos EUA NBC News que a assinatura foi feita de forma eletrônica.
Uma cerimônia para a assinatura presencial do acordo foi marcada para esta sexta-feira (19) em Genebra, na Suíça, mas os dois lados ainda não informaram quem comparecerá ao evento.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista ao jornal "The New York Times" que o acordo assinado entre EUA e Irã prevê que não haverá cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz. No entanto, o Irã disse nesta segunda (15) que passará a cobrar uma "taxa por serviço" de navios que cruzarem a via marítima.
➡️ O acordo foi anunciado no domingo (14) após mais de três meses de guerra, e será assinado na sexta-feira (19), em uma cerimônia em Genebra, na Suíça, segundo o Paquistão, que mediou nas negociações.
Em entrevista ao "New York Times" logo após o anúncio, Trump disse que o acordo prevê a isenção permanente de qualquer pedágio em Ormuz, como o Irã havia sugerido durante o conflito.
Nesta segunda, no entanto, o Ministério das Relações Exteriores iraniano anunciou que haverá "taxas de serviço marítimo".
👉 O Irã, cujo território margeia a maior parte do Estreito de Ormuz, controla, na prática, o trânsito pelo canal, por onde circulam navios transportando cerca de 20% do petróleo e gás consumidos no mundo.
O governo norte-americano ainda não havia se manifestado sobre a taxa anunciada pelo Irã até a última atualização desta reportagem.
Navios no Estreito de Ormuz — Foto: Reuters/Stringer
Trump diz ter salvado Israel 'de ataque nuclear'
Na entrevista ao "New York Times", Trump afirmou ainda que os presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, ajudaram na resolução do acordo de paz com o Irã.
Ele agradeceu aos líderes dos dois países, mas criticou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
O presidente norte-americano disse ainda que, caso o Irã não assinasse um acordo, ele se tornaria uma espécie de "guardião do Oriente Médio", capturando 20% das receitas geradas na região.
Donadl Trump ao lado de Melania Trump na Casa Branca, em 13 de junho de 2026. — Foto: Evan Vucci / Reuters

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