
Trump e Netanyahu se reúnem na Casa Branca com Irã na pauta do encontro O Departamento de Guerra dos Estados Unidos ordenou que um segundo porta-aviões seja preparado para seguir ao Oriente Médio, informou o jornal Wall Street Journal nesta quarta-feira (11). Segundo a reportagem, três autoridades americanas afirmaram que o país se prepara para um possível ataque ao Irã. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Na terça-feira (10), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que cogita enviar mais um porta-aviões ao Oriente Médio para pressionar o Irã a fechar um acordo nuclear. Atualmente, o grupo de ataque do USS Abraham Lincoln já está na região. Segundo o WSJ, Trump ainda não deu uma ordem oficial para o envio do segundo porta-aviões. Autoridades afirmaram que os planos do Departamento de Guerra podem mudar, mas que a embarcação já está sendo preparada para ser enviada em até duas semanas. Entre as hipóteses, de acordo com o jornal, está o envio do USS George H.W. Bush, que realiza exercícios na costa leste dos Estados Unidos. Estados Unidos e Irã se reuniram na sexta-feira (6), em Omã, para discutir o programa nuclear iraniano. O governo norte-americano quer que Teerã limite ou suspenda o enriquecimento de urânio. O temor dos EUA e de aliados é de que o Irã esteja muito perto de desenvolver uma arma nuclear. O Irã nega ter esse objetivo e afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados à produção de energia. Na terça-feira, em entrevista ao site Axios, Trump disse estar otimista com as negociações e afirmou acreditar em uma saída diplomática. Ao mesmo tempo, voltou a dizer que pode optar por uma ação militar. “Da última vez, eles não acreditaram que eu faria isso”, disse Trump, em referência aos ataques norte-americanos contra instalações nucleares do Irã em junho. “Ou chegaremos a um acordo ou teremos que fazer algo muito duro como da última vez”, afirmou. Além do programa nuclear, segundo a imprensa americana, os Estados Unidos também pressionam o Irã a limitar o alcance de mísseis balísticos e a encerrar o financiamento a grupos armados no Oriente Médio. Washington também tenta interferir em questões internas do país. Autoridades dos Estados Unidos e do Irã ainda não marcaram uma segunda rodada de negociações. Em meio ao impasse, Trump se reuniu com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, nesta quarta-feira, na Casa Branca. Após a reunião, Trump afirmou em uma rede social que prefere um acordo com o Irã. “Insisti para que as negociações com o Irã continuassem para ver se um acordo pode ser concretizado. Se puder, informei ao primeiro-ministro que essa será a minha preferência. Se não puder, teremos que esperar para ver qual será o resultado”, disse. Porta-aviões na região Avião militar dos Estados Unidos decola do porta-aviões USS George H.W. Bush no Golfo para missão no Iraque. Dois anos e meio depois da retirada americana, os jihadistas do EI conseguiram se apoderar de uma parte do noroeste do país Lorelei Vander Griend/Marinha dos EUA/AFP Em janeiro, os Estados Unidos enviaram ao Oriente Médio o porta-aviões USS Abraham Lincoln, também com o objetivo de pressionar o Irã. À época, Trump afirmou que estava enviando uma “grande força” à região para monitorar o governo iraniano “muito de perto”. Segundo o presidente norte-americano, o envio do porta-aviões ocorreu por “precaução”. Trump disse ainda que a preferência é que “nada aconteça”. Na semana passada, os EUA realizaram manobras militares perto da costa do Irã. Segundo o Comando Central das Forças Armadas, caças decolaram do Abraham Lincoln e fizeram sobrevoos na região. O USS Abraham Lincoln já atuou no Oriente Médio em diversas ocasiões, como durante a guerra no Afeganistão, após os atentados de 11 de setembro de 2001. O porta-aviões também serviu de apoio às forças americanas em uma operação contra o grupo rebelde Houthis, em 2024. O USS Abraham Lincoln funciona como um “aeroporto flutuante” e pode lançar até quatro aviões por minuto. A embarcação abriga vários esquadrões, incluindo caças F-35 Lightning II e F/A-18 Super Hornet, e tem capacidade para transportar até 90 aeronaves, entre aviões e helicópteros. VÍDEOS: mais assistidos do g1

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