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Europa finalmente descobre o ônibus-leito, e modelo comum no Brasil cresce no continente

A inovação na Europa é liderada pela startup suíça Twiliner, que lançou recentemente o primeiro serviço europeu de ônibus‑leito.

A proposta surge como uma alternativa direta aos voos curtos – considerados caros, desconfortáveis e altamente poluentes – e também aos trens noturnos tradicionais, que enfrentam aumento contínuo de preços e lotação elevada.

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A Twiliner tem propagandeado um assento inspirado nos modelos de business class da aviação, capaz de reclinar 180 graus e se transformar automaticamente em uma cama completamente horizontal ao toque de um botão, redefinindo o padrão de conforto do transporte rodoviário europeu. Cada leito é equipado com roupa de cama completa, travesseiro, cobertor, iluminação individual, mesa retrátil, Wi‑Fi gratuito e entrada USB‑C para dispositivos.

A proposta contrasta com serviços de ônibus de longa distância comuns na Europa, que têm assentos muitas vezes apertados e poltronas que reclinam no máximo a um ângulo de 45 graus, além de oferecer poucas amenidades.

Na imprensa europeia, os novos ônibus-leito têm provocado curiosidade, com vários veículos de imprensa do Reino Unido, Alemanha, Portugal publicando reportagens nas quais jornalistas testaram o serviço "classe executiva" rodoviário.

Interior de ônibus-leito da Twiliner — Foto: Foto: Remo Vettori

Ônibus de 2 pisos para 21 passageiros

Os ônibus têm dois pisos, e no andar inferior existem banheiro, vestiário e um pequeno snack bar com água e café à vontade, algo inexistente em ônibus convencionais europeus e incomum até mesmo em muitas rotas ferroviárias noturnas. Como o veículo transporta apenas 21 passageiros – 18 no piso superior e três no andar inferior –, a viagem ocorre em silêncio, com pouca movimentação.

A segurança, um ponto sensível quando se fala em viajar deitado, foi resolvida com um sistema próprio que conta com uma espécie de "saco de dormir" afixado à estrutura do leito, garantindo estabilidade mesmo em caso de freadas ou curvas mais pronunciadas. Essa tecnologia já foi consagrada em mercados asiáticos e latino‑americanos e agora adaptada ao contexto europeu.

As rotas atualmente operadas conectam algumas das cidades mais relevantes do continente. Entre os trajetos mais procurados estão Zurique–Amsterdã, com paradas em Basileia, Luxemburgo, Bruxelas e Roterdã, e também Zurique–Barcelona e Berna–Barcelona, ambas com parada estratégica em Girona, na Catalunha.

Todas as viagens partem de regiões centrais das cidades, dispensando o passageiro de deslocamentos para aeroportos distantes – um dos maiores inconvenientes das viagens aéreas curtas. A Twiliner planeja expandir sua rede para 25 a 30 destinos até 2028, o que deve consolidar a empresa como um novo modal relevante na mobilidade internacional europeia.

A frota é movida principalmente a óleo vegetal hidrotratado (HVO, também chamado de diesel renovável). A empresa afirma que seus ônibus produzem menos de 10% das emissões de CO2 de um voo comparável. Mesmo quando utilizam diesel comum, o que às vezes é necessário, um ônibus da Twiliner é tão sustentável quanto um trem noturno por passageiro-quilômetro, de acordo com a empresa.

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