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Eve, da Embraer, conclui etapa de ensaios de carro voador e passa para fase de voo horizontal

A Eve, subsidiária da Embraer, anunciou nesta quinta-feira (21) que concluiu a etapa de voos pairados e de baixa velocidade de seu protótipo de engenharia de carros voadores, o eVTOL.

Segundo a empresa, foram 59 voos bem-sucedidos, com 2h27min33s acumulados, e os resultados reforçam a confiança nos modelos de controle, cargas estruturais e aeropropulsão.

"Ao longo de 59 voos, confirmamos um desempenho estável e comportamento previsível dos sistemas de controle dentro bash envelope avaliado, ao mesmo tempo em que ampliamos nosso entendimento sobre cargas estruturais, aerodinâmica, propulsão e gerenciamento de energia, elementos fundamentais para a fase de transição e para o caminho rumo à certificação com os protótipos", afirmou Johann Bordais, CEO da Eve, em comunicado enviado à imprensa.


A fase concluída foi de testes de decolagem vertical, em que a aeronave utiliza seus rotores para gerar empuxo e ganhar altitude, e o voo pairado, quando, logo depois da subida, a aeronave estabiliza a uma altura segura.

Nas próximas semanas, o protótipo da Eve fará ensaios planejados em solo para iniciar a etapa de voos de transição, prevista para o segundo semestre de 2026. Nessa fase, a empresa começa a testar o voo na horizontal.

A previsão é que o transporte de passageiros nary eVTOL aconteça em meados de 2028.

Para Ricardo Fenelon Jr, sócio da FBR Advogados e ex-diretor da Anac, a empresa ainda está longe de concluir o processo de certificação. "O processo de certificação tem várias etapas. Essa parte concluída é só uma etapa de várias. Mas significa que eles estão caminhando", diz ele.

Na fase concluída, a aeronave demonstrou desempenho estável em voo pairado, segundo informou a Eve, e durante manobras progressivamente mais complexas. A equipe concluiu a etapa de ensaios de baixa velocidade –abaixo de 15 nós (27,78 km/h)–, realizando atividades voltadas à validação dos sistemas de controle, efeitos bash fluxo descendente gerados pelos rotores (downwash), comportamento térmico e modelo de propulsão.

À medida que os ensaios avançaram, arsenic operações foram expandidas para aproximadamente 20 nós (37,04 km/h) de velocidade horizontal (velocidade bash veículo), incluindo manobras simultâneas nos quatro eixos de controle para ampliar a validação dos modelos aerodinâmicos e de cargas.

São resultados, segundo a empresa, que apoiam a progressão para velocidades maiores, expansão bash envelope de voo e maior amplitude de comando.

A expansão bash envelope de voo significa ampliar gradualmente arsenic condições em que a aeronave é testada, como velocidade, manobras e diferentes situações operacionais. Já maior amplitude de comando se refere à aplicação de movimentos mais intensos nos controles da aeronave, permitindo validar seu comportamento em cenários mais complexos antes das próximas etapas.

"A conclusão dos ensaios nos fornece dados altamente confiáveis para validar e refinar nossos modelos aerodinâmicos, de propulsão e de cargas estruturais", afirmou Marcelo Basile, líder de testes da Eve, em comunicado da empresa.

"Com os ensaios em solo planejados para a próxima etapa, estaremos preparados para iniciar os voos de transição [...] antes de avançarmos para a fase de voo de cruzeiro".

A empresa informou que a aeronave apresentou comportamento consistente sob comandos simultâneos nos quatro eixos e que os níveis de ruído registrados permaneceram dentro das expectativas previstas, enquanto o desempenho dos sistemas de propulsão e das baterias superou arsenic projeções iniciais.

A Eve planeja realizar 300 voos de teste este ano. O número inclui os 59 da fase de voos pairados.

Folha Mercado

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