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Filho da princesa herdeira da Noruega é condenado a 4 anos de prisão por estupros

Além dos dois estupros - um deles cometido em 2018 na residência oficial de sua mãe e do príncipe herdeiro -, a condenação inclui maus-tratos repetidos contra uma ex-companheira, ameaças e infrações de trânsito.

Hoiby, de 29 anos, filho de um relacionamento anterior da princesa Mette-Marit antes de seu casamento com o príncipe Haakon, enfrentava 40 acusações e uma pena máxima de 16 anos de prisão.

Sem cargo oficial nem profissão fixa, ele sempre negou as acusações mais graves: os estupros de quatro mulheres que não tinham condições de oferecer resistência, assim como os maus-tratos repetidos contra uma ex-companheira.

Marius Borg Hoiby da Noruega e a princesa herdeira Mette-Marit em Oslo. — Foto: Lise Aserud/NTB via AP

O julgamento, que aconteceu entre 3 de fevereiro e 19 de março, expôs à opinião pública a vida de excessos do jovem, que virou manchete quando tinha apenas três anos, devido ao romance entre Mette-Marit e Haakon.

"Sou conhecido principalmente como o filho da minha mãe, não por outra coisa. Por isso tive uma necessidade extrema de reconhecimento durante toda a minha vida", declarou no segundo dia do julgamento. "E isso se traduziu em muito sexo, muita droga e muito álcool", acrescentou.

Segundo a acusação, os estupros foram cometidos entre 2018 e 2024 após festas em que Hoiby havia consumido álcool e entorpecentes.

Em cada caso, após as relações sexuais consentidas, teriam ocorrido outros atos ilegais quando as jovens pareciam estar dormindo.

O debate judicial se concentrou no estado de consciência das supostas vítimas e no que Hoiby podia perceber no momento dos fatos. O promotor Sturla Henriksbo descreveu um réu "que acha que tudo lhe é permitido".

Apesar de suas explicações confusas e das lacunas de memória, Hoiby insistiu que não tinha "o hábito de manter relações sexuais com mulheres que estão dormindo".

Ele também denunciou a pressão da imprensa que, segundo ele, o havia transformado em "um monstro, alvo do ódio de toda a Noruega".

O caso foi revelado em 4 de agosto de 2024, quando Hoiby foi detido por supostamente ter agredido sua companheira na noite anterior, em um bairro rico de Oslo.

A imprensa publicou na ocasião as fotos de uma faca cravada em uma parede e de uma luminária quebrada no chão.

Outra mulher, a influencer Nora Haukland, afirmou mais tarde que também sofreu violência física e psicológica, um "regime de terror", segundo a acusação.

Durante o julgamento, Hoiby reconheceu que o ciúme poderia levá-lo a perder o controle.

Os investigadores afirmaram que, durante uma análise dos telefones e computadores de Hoiby, encontraram vídeos que, segundo eles, documentavam os estupros.

Embora Hoiby não faça parte oficialmente da família real, o caso contribuiu para reduzir o apoio da opinião pública à monarquia norueguesa, que, no entanto, continua relativamente elevado.

A princesa, de 52 anos e diagnosticada com uma doença pulmonar incurável, registrou um agravamento significativo de seu estado de saúde nos últimos meses. Seu nome foi incluído em uma lista de espera para um transplante.

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