O conto do vigário do dinheiro esquecido é quase irresistível. Quem não se anima ao receber uma mensagem com um aviso do tipo: “Consulte se você tem valores a receber do Governo”, ou “CPF final X tem saque disponível”? Em uma economia difícil, as pessoas ficam vulneráveis e iscas como essa tendem a se tornar mais frequentes, alertam especialistas. Atualmente, a fraude é desenfreada e o nível de sofisticação da Inteligência Artificial (IA) dificulta distinguir o legítimo do falso.
Atualmente, a fraude é desenfreada e o nível de sofisticação da Inteligência Artificial (IA) dificulta distinguir o legítimo do falso — Foto: Mohamed Hassan para Pixabay
Quais “modalidades” serão mais recorrentes em 2026? Especialistas em fraude ouvidos pela AARP, a associação dos aposentados dos Estados Unidos, citam cinco tipos que exigem atenção redobrada:
1. Golpes de recuperação:
Se ser enganado é horrível, imagine quando isso acontece duas vezes? Nos golpes de recuperação, criminosos prometem ajudar a pessoa a reaver um dinheiro perdido e cobram taxas por serviços inexistentes. Muitas vezes, o esquema está associado a outro: o de aliciamento financeiro, no qual bandidos cultivam um relacionamento on-line com o alvo a fim de atraí-lo para investimentos falsos, principalmente em criptomoedas.
Cuidado com taxas. Os pilantras podem cobrar antecipadamente por seus serviços falsos e pedir que você pague com cartões-presente, criptomoedas, transferências bancárias ou aplicativos de pagamento. Pesquise o nome da suposta empresa de recuperação usando palavras-chave como golpe, fraude ou reclamação.
O processo é aterrorizante. Você recebe uma ligação informando ser alvo de uma investigação criminal. Falsos policiais então o interrogam em videochamadas, enquanto o ameaçam com acusações e o pressionam a pagar por acordos ou multas. A prisão digital é um problema enorme na Índia que está começando a se espalhar nos EUA. Os golpistas utilizam IA para criar vídeos deepfake e documentos falsificados, como ordens judiciais ou mandados de prisão, para dar credibilidade à coação. Ao contrário do golpe romântico, onde os patifes passam meses construindo uma relação com suas vítimas, aqui os malfeitores usam intimidação para roubar seu dinheiro.
Interrompa o contato – simples assim. Desligue. A polícia não telefona para as pessoas ameaçando prendê-las. Ordens judiciais ou mandados de prisão não são entregues por meio de telefonemas, e-mails ou mensagens de mídia social.
3. Golpe do “Olá, pervertido”:
Criminosos enviam e-mail afirmando que hackearam seu computador e gravaram você visitando sites pornôs. Se não pagar, ameaçam compartilhar evidências de seu comportamento impróprio com sua lista de contatos.
Não morda a isca. A melhor coisa é excluir as mensagens e não responder. Nunca abra anexos de e-mails não solicitados. Mensagens de chantagem são frequentemente enviadas como PDFs para burlar os filtros de segurança. Mantenha a calma. Chantagistas podem exigir pagamento dentro de 24 horas, mas a urgência é uma tática para fazer você entrar em pânico e agir precipitadamente.
Os golpes românticos não são novos, mas preocupam por sua prevalência – e pela devastação emocional e financeira que causam. O padrão se repete: o picareta, conhecido como catfisher, assume uma identidade falsa e inicia um relacionamento virtual com a vítima por meio de aplicativos de namoro, de mensagens e redes sociais. Assim que estabelecem uma relação de confiança, pede dinheiro ou sugere investimentos em criptomoedas.
Permaneça na plataforma. Se o novo amigo ou amiga quiser tirar a conversa do aplicativo de namoro e ir logo para o WhatsApp, desconfie. Eles fazem isso para evitar o monitoramento de segurança dos apps. Aprenda a identificar o love bombing (bombardeio de amor). É uma tática comum de controle sobrecarregar o alvo com demonstrações exageradas de afeto, geralmente nos estágios iniciais de um relacionamento. Exija um encontro presencial. Se o interlocutor nunca pode se encontrar cara a cara, é um sinal de alerta.
Quem está à procura de trabalho pode ficar mais suscetível a fraudes, incluindo vagas falsas em anúncios on-line. Alguns golpistas chegam a se passar por agências de recrutamento reais. O objetivo é obter dados pessoais ou exigir que você pague uma taxa para garantir a vaga.
- Nunca pague para trabalhar. Se exigirem que você pague dinheiro para conseguir um emprego ou uma entrevista, é armadilha.
- Desconfie de grandes promessas. Garantias de ótimo pagamento e poucas horas para um trabalho remoto são boas demais para ser verdade.
- Cheque a fonte. Se um recrutador entrar em contato, verifique no site oficial da empresa se a vaga existe e se aquela pessoa realmente trabalha lá.

Como evitar golpes cometidos pela internet

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