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Fissuras e ejeções: os problemas no retorno da Artemis I que acendem alerta

Pressão presa sob o revestimento abriu fissuras e terminou em ejeções de partes do escudo. Mesmo com o pouso bem-sucedido, o comportamento do Avcoat - material usado também nas missões Apollo - passou a ser tratado como risco central para missões com astronautas.

Reentrada é o trecho mais perigoso do voo por combinar velocidade extrema e calor. Na volta de uma missão lunar, a Orion entra na alta atmosfera a quase 40 mil km/h e pode enfrentar temperaturas em torno de 2.700°C.

Controle do ângulo de entrada define se a cápsula dissipa energia com segurança ou sofre estresse extra. "Vamos direto ao ponto. Precisamos acertar o ângulo corretamente, caso contrário, não teremos uma reentrada bem-sucedida (...) São 13 minutos em que tudo precisa dar certo", disse Jeff Radigan, diretor de voo da Artemis 2 da Nasa, em comunicado à imprensa.

O que mudou para a Artemis II

Engenheiros ajustaram o perfil de reentrada para reduzir o "efeito rebote" observado na missão anterior. A Orion deve fazer uma entrada mais direta na atmosfera para diminuir o tempo e o tipo de exposição que contribuíram para o desgaste do escudo térmico na Artemis I.

Plano inclui um "quique" mais curto e uma descida mais rápida, com ângulo mais íngreme. Amit Kshatriya, administrador associado da Nasa, disse que a mudança busca minimizar o tempo de exposição às temperaturas mais extremas, mesmo com aumento de intensidade térmica por um período menor.

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