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Fitch mantém nota de crédito do Brasil em 'BB' com perspectiva estável

No entanto, o rating do Brasil é limitado pela dívida pública elevada e em trajetória de alta — saindo de 78,6% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2025 para mais de 80% em 2026 — e por déficits fiscais elevados, impulsionados por despesas com juros.

Segundo a Fitch, o déficit nominal do governo brasileiro deve terminar este ano em 8,6% do PIB, bem maior que a mediana observada em países com rating 'BB', de 3,5%.

Também restringem o rating do Brasil a rigidez orçamentária e o baixo crescimento potencial da economia. "A incerteza fiscal segue como um grande risco macroeconômico, e as perspectivas para reformas estruturais para abordar os desequilíbrios provavelmente ficarão mais claras somente depois das eleições", disse a Fitch.

A nota do Brasil pode aumentar se houver uma consolidação fiscal que estabilize a relação dívida/PIB perto dos níveis atuais, mas de forma durável, e se as perspectivas de crescimento econômico melhorarem. Um rebaixamento, porém, pode ocorrer se o governo fracassar em implementar medidas capazes de melhorar a credibilidade da política fiscal e a sustentabilidade da dívida no médio prazo.

Efeito da eleição presidencial no Brasil

A Fitch afirmou também que espera uma disputa "apertada" na eleição presidencial de outubro entre os dois principais candidatos, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, em um ambiente político descrito pela agência de classificação de risco como polarizado.

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