O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou ter costurado um acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para abandonar a ofensiva pela CPI do Master.
"O senador Flávio Bolsonaro repudia a tentativa de associá-lo a qualquer acordo para barrar a CPMI do caso Master. É absurdo supor entendimento com [o ministro do STF] Alexandre de Moraes, cujas decisões atingiram diretamente Jair Bolsonaro e seus aliados", diz um trecho da nota enviada pela equipe do parlamentar nesta sexta-feira (1).
Um acordo com a oposição para enterrar a CPI, como mostrou a Folha na quarta-feira (29), permitiu a derrubada do veto presidencial ao PL da Dosimetria.
Quando uma CPI mista reúne o número mínimo de assinaturas, o presidente do Congresso é obrigado a ler o requerimento de instalação na próxima sessão conjunta. Aliados indicaram que Alcolumbre não queria abrir o colegiado e não havia dado sinais de que marcaria sessão das duas Casas.
A situação criou um impasse para a oposição, já que é nas sessões conjuntas que o Legislativo pode derrubar vetos do presidente da República. Insistir na CPI mista faria Alcolumbre adiar a sessão, mantendo de pé o veto de Lula ao PL da Dosimetria, que reduz a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros condenados por tentativa de golpe.
"Quem tem dificultado a apuração é o Partido dos Trabalhadores, que não assinou a instalação da CPMI. Lula teme ter que explicar por que recebeu o banqueiro Daniel Vorcaro às escondidas e os contratos envolvendo ex-ministros que receberam milhões do banqueiro", disse Flávio na nota.
O senador concluiu dizendo que "a oposição não teme investigações —ao contrário, defende seu avanço. O senador seguirá atuando pela transparência e responsabilização dos envolvidos".
A cúpula do Congresso quer evitar a repercussão do caso do Banco Master, já que parte dos deputados e senadores tinha relação com Daniel Vorcaro, dono da instituição liquidada pelo Banco Central.
O acordo para analisar o veto sem a leitura da CPI foi selado quando Alcolumbre anunciou a sessão do Congresso há cerca de três semanas, junto com a sabatina e a votação da indicação de Jorge Messias para a vaga de ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), rejeitada nesta quarta (29) pelo Senado.
O requerimento do deputado Carlos Jordy (PL-RJ) para abertura de uma CPI mista, composta por deputados e senadores, foi protocolado em 3 de fevereiro com apoio de 281 parlamentares. O foco são as relações de ministros do STF com Vorcaro.
A esquerda também reuniu assinaturas para uma CPI mista, numa articulação das deputadas Heloísa Helena (Rede-RJ) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS). Elas defendem investigação sobre o sistema financeiro e as conexões entre a fraude e agentes públicos.

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