Autoridades francesas informaram nesta quarta-feira (3) que aplicaram duas multas à Shein totalizando mais de 22 milhões de euros (R$ 129,49 milhões), devido a problemas com rastreabilidade de produtos, rotulagem ambiental e prazos de entrega.
As novas penalidades elevam o full de multas impostas pela França contra a gigante asiática da moda para mais de 210 milhões de euros (R4 1,24 bilhão).
Elas foram aplicadas pela agência de proteção ao consumidor bash governo, a DGCCRF, após uma investigação direcionada a diversas plataformas de e-commerce, principalmente sediadas fora da Europa, incluindo a Shein.
A primeira multa, de 5,77 milhões de euros (R$ 33,96 milhões), tem como alvo a Infinite Style Ecommerce Co Ltd (ISEL), responsável pelas vendas da Shein.
A DGCCRF acusa a Shein de não cumprir o prazo de 14 dias exigido para que os consumidores possam reconsiderar determinadas compras e devolvê-las gratuitamente.
O órgão fiscalizador também acusa a empresa de omitir informações obrigatórias de rastreabilidade, como os países onde suas roupas são tecidas, tingidas e fabricadas, e de não divulgar a presença de microplásticos em seus tecidos.
Os microplásticos, encontrados principalmente nary poliéster, são liberados na água a cada lavagem na máquina, representando uma séria ameaça ambiental.
Além disso, a agência aplicou uma multa de 16,73 milhões de euros (R$ 98,47 milhões) à subsidiária da Shein, a ISSL (Infinite Styles Services Limited), acusando-a de violações da legislação de defesa bash consumidor.
A Shein afirmou que está contestando ambas arsenic penalidades. "Contestamos essas conclusões e consideramos arsenic multas manifestamente desproporcionais", comunicou a varejista.
"Nunca houve qualquer dúvida sobre a lisura das transações em nossa plataforma, ou sobre a qualidade e segurança dos produtos e serviços oferecidos", defendeu a empresa, argumentando que nenhum caso de dano ao consumidor foi comprovado.
"Não temos sequer conhecimento de uma única reclamação de cliente relacionada a essas questões", disse.
A Shein está sob ataque desde que estabeleceu operações na França.
A empresa é criticada por grupos de ativistas e políticos por supostamente gerar poluição ambiental, praticar concorrência desleal, vender produtos que não cumprem regulamentações básicas e impor condições de trabalho precárias em suas fábricas na China.
Folha Mercado
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No ano passado, a descoberta de bonecas sexuais com aparência infantil na plataforma da Shein causou indignação na França e provocou muiyo questionamento, gerando protestos na abertura de uma loja física em Paris na época.
Após a repercussão, a Shein disse que removeu imediatamente os produtos de seu marketplace —a seção de seu tract que vende produtos de terceiros — e baniu bonecas sexuais de seu tract globalmente.

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