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Frota agrícola bate recorde no Brasil, atrás apenas dos EUA

Hoje, são 2.865 aeronaves do tipo, sendo 2.834 aviões, 31 helicópteros e uma aeronave não tripulada. Dos dois primeiros tipos, 1.980 são movidas a pistão e outras 885 movidas a turbina.

Veja o ranking de aviões por estados:

  1. Mato Grosso: 803 aviões
  2. Rio Grande do Sul: 398 aviões
  3. São Paulo: 324 aviões
  4. Goiás: 320 aviões
  5. Bahia: 188 aviões
  6. Mato Grosso do Sul: 160 aviões
  7. Paraná: 141 aviões
  8. Minas Gerais: 109 aviões
  9. Pará: 95 aviões
  10. Tocantins: 91 aviões

A idade média da frota é de 22,1 anos e a mais antiga foi fabricada em 1952. Apesar da média, 34% das aeronaves têm menos de dez anos de uso

Acidentes e desafios

Em 2025, foram 45 acidentes envolvendo aviões agrícolas tripulados. Desse total, dez resultaram em mortes, com 12 mortos.

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A maior parte dos acidentes envolveu operações em baixas altitudes, tipo de situação comum para o padrão de voo de pulverização.

Primeiro avião autônomo

 Avião remotamente controlado usado para pulverização agrícola
Pyka Pelican Spray: Avião remotamente controlado usado para pulverização agrícola Imagem: Divulgação/Pyka

O país também registrou seu primeiro avião agrícola sem piloto, o Pelican Spray, da norte-americana Pyka (pronuncia-se 'Páica'). O modelo é um avião não tripulado utilizado em operações agrícolas aéreas, como pulverização de agrotóxicos, adubos e defensivos orgânicos.

Ele é movido por motores elétricos e é vendido com um conjunto de baterias que garantem a continuidade de seu funcionamento, já que é controlado remotamente e não depende de tripulação a bordo. O Pelican Spray precisa de apenas uma pessoa para ser operado, tanto para o voo quanto para a preparação (troca de baterias e abastecimento com produtos a serem pulverizados).

Cada aeronave do tipo pode levar até 300 litros de defensivo agrícola, voando até 35 minutos a cada troca de bateria (com dez minutos de reserva para imprevistos). Sua velocidade pode variar entre 111 km/h e 148 km/h.

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Avião brasileiro é o principal

Mais da metade da frota aeroagrícola brasileira é formada por aviões Ipanema, da Embraer. Ao todo, são 1.456 unidades do modelo, totalizando 50,8% da frota.

Em segundo lugar estão as aeronaves da norte-americana Air Tractor, com 833 exemplares (29,1% da frota). Quase todos os helicópteros agrícolas são da fabricante Robinson, com 30 exemplares em um total de 31 aeronaves de asas rotativas no segmento.

Espaço para crescer

O economista Claudio Júnior Oliveira, autor do estudo e diretor operacional do Sindag, acredita que há um muito espaço para esse segmento crescer. "Como o setor aeroagrícola do Brasil atende a mais de 20 culturas, a possibilidade de crescimento é inevitável", afirma.

O executivo destaca que a cana-de-açúcar cresceu em área plantada 3% ao ano nos últimos dez anos, e a soja cresceu mais de 4% ao ano no mesmo período. Oliveira ainda lembra que a frota agrícola do Brasil, seja tripulada ou não tripulada, atende de 20% a 25% das lavouras brasileiras.

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"Somente estes dois fatores, o crescimento da agricultura e a possibilidade de aumento de espaço do setor aeroagrícola na agricultura, fazem com que se tenham perspectivas positivas. Além disso, um avião agrícola consegue aplicar em até 450 hectares em uma hora, o que outras formas de aplicação, como no formato terrestre, por exemplo, levariam dias, ou muitas horas", conclui.

Reportagem

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

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