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Geração 50+ vive entre a IA que a conecta e a que a engana

A Associação de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor (ADDP) indica que os crimes cresceram 45% no último ano com o uso da tecnologia, que permite criar fraudes em escala.

A "Dark AI", como é chamado o uso da IA para fins criminosos, transformou o cenário. Deepfakes ultrarrealistas manipulam rostos e vozes de celebridades para recomendar investimentos falsos. Spoofing falsifica números de telefone de bancos com perfeição. E a mesma ferramenta que permite a uma marca encontrar seu consumidor ideal permite a um golpista identificar sua vítima.

Em oito anos, de 2017 a 2025, a proporção de brasileiros das classes D e E que acessaram a Internet pelo celular pelo menos uma vez nos últimos três meses aumentou de 48% para 78%, revela levantamento feito pela Blend/HSR a pedido de Mobile Time, com base nos dados históricos da pesquisa TIC Domicílios.

No mesmo intervalo, no grupo de brasileiros com 60 anos ou mais, a proporção mais que dobrou, subindo de 26,8% para 58,5%. Trata-se do avanço mais acelerado dentre todos os recortes sociodemográficos da pesquisa.

Na análise por região do país, os maiores crescimentos aconteceram nas regiões Norte e Nordeste. Na primeira, a penetração saltou de 62,5% para 85,7%. E no Nordeste, de 62,1% para 86,4%.

Hoje, 71% dos brasileiros com 55 anos ou mais se consideram digitais, segundo pesquisa da Fundação Dom Cabral. O WhatsApp, fenômeno que democratizou a inclusão digital dos maduros, é usado por 90,2% desse público como principal atividade online. A mudança de comportamento foi radical. A partir dos 40 anos, o YouTube supera o Instagram como plataforma preferida para consumir creators. Os maduros valorizam criadores e influenciadores que ajudam a aprender e ampliar conhecimentos (47%) e fornecem dicas úteis (40%).

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