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'Gordura' de juros altos deu tempo a Brasil para cortar juros, diz Galípolo

'Gordura' também permite que Banco Central possa aguardar antes do próximo encontro do Copom. Galípolo afirmou que o mesmo fator, ou seja, a taxa básica de juros elevadas por muito tempo, deu espaço para que o órgão possa aguardar a próxima reunião do Comitê de Política Monetária, em 16 e 17 de junho, para decidir se segue ou não reduzindo os juros.

A gente entende que a gordura permitiu a gente ganhar tempo, tomar tempo para ver, para entender, para aprender mais. Ganhar tempo significa dar para a gente continuar na trajetória que a gente entendia, no plano que a gente tinha entendido, de iniciar o cciclo de calibragem da política monetária. Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central

Juros altos e produção de petróleo ajudam Brasil a enfrentar guerra, disse Galípolo. Durante a fala, o presidente do Banco Central repetiu que o Brasil está numa situação melhor que a de outros países para enfrentar os impactos econômicos provocados pela guerra no Oriente Médio, graças aos juros já elevados há tempos e à condição de ser exportador líquido de petróleo. "Aqui no Brasil, eu diria que os juros hoje estão em um patamar bastante restritivo", disse hoje.

Comparativamente a outros bancos centrais, que estão mais próximos de uma taxa de juros neutra, acho que [juros elevados] também nos coloca em uma posição mais favorável quando comparado com os pares. Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central

Taxa de juros foi reduzida pela primeira vez em quase dois anos. No último encontro do Copom (Comitê de Política Monetária), o Banco Central reduziu a taxa básica Selic de 15% para 14,75% ao ano, primeiro corte desde maio de 2024. Esse patamar era o mais alto dos juros desde 2006.

Banco Central não assumiu compromisso de reduzir juros no próximo encontro de política monetária. Na ata do Copom, documento em que detalha os motivos que levaram ao corte dos juros, o órgão já tinha optado por não assumir compromisso com novo corte de juros de forma explícita, como havia feito na reunião anterior, em janeiro, quando avisou que cortaria a Selic em março.

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