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Governo pede investigação do Cade sobre aumento de preços de combustíveis

Governo destaca no pedido que Petrobras ainda não anunciou aumento nos preços praticados em suas refinarias. Diante desse cenário, a Senacon solicitou que o Cade avalie a existência de possíveis indícios de práticas que possam prejudicar a livre concorrência no mercado, e que podem indicar tentativa de influência à adoção de conduta comercial uniforme ou combinada entre concorrentes.

Postos de combustíveis estão praticando preços de diesel, gasolina e etanol até 8,4% mais elevados nesta semana, após o petróleo atingir as maiores cotações em quase três anos. Segundo o presidente do sindicato que representa o comércio varejista de derivados de petróleo em São Paulo, José Alberto Gouveia, os reajustes são provocados pelo aumento de preços de produtos importados. "Cerca de 25% do que vendemos é importado. E o preço disso é definido diariamente, é o preço do dia", afirmou.

Brasil importa cerca de 300 mil barris de petróleo por dia. Apesar de produzir mais de 4 milhões de barris diários (em dezembro de 2025), o país compra petróleo de alta qualidade, usado na produção de querosene de aviação e insumos petroquímicos, como plástico e asfalto. O país importa ainda cerca de 20% do diesel consumido internamente.

Petrobras influencia preços nas refinarias. O combustível produzido internamente depende diretamente dos preços praticados pela petroleira nacional. Segundo a ANP, 29% do valor da gasolina, por exemplo, é diretamente influenciado pelo preço da Petrobras.

Cotação do barril de petróleo atingiu máximas em quase três anos. O preço do petróleo chegou a US$ 119 por barril, na madrugada de segunda-feira, enquanto o bloqueio do Estreito de Hormuz devido à guerra dos Estados Unidos e de Israel ao Irã dificulta o escoamento da produção e força o Iraque, o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos a reduzirem a extração.

Petrobras ainda não decidiu sobre reajustes de preços de combustíveis. Segundo a presidente da petroleira, Magda Chambriard, a empresa ainda não tem uma posição sobre a necessidade de reajustar os preços de combustíveis no Brasil. "Nesse momento, essa questão ainda não está respondida. Se essa volatilidade for tão grande assim, certamente, ela vai exigir respostas mais rápidas que exigiriam se a alta fosse mais lenta. Mas, neste momento, não temos sequer essa premissa", disse a presidente da empresa, ao responder uma pergunta de analistas, na teleconferência de resultados de balanço, semana passada.

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