Segundo a declaração, a possibilidade foi mencionada após a reportagem da Axios indicar que o governo do presidente Donald Trump estaria considerando planos para ocupar ou bloquear o polo petrolífero.
Questionada sobre a matéria do veículo norte-americano, a vice-secretária de imprensa adjunta principal da Casa Branca, Anna Kelly, disse em nota à AFP que “as Forças Armadas dos Estados Unidos podem eliminar a ilha de Kharg a qualquer momento, se o presidente der a ordem.”
A reportagem em questão cita uma declaração de uma autoridade do governo: "Ele [Trump] quer o Estreito de Ormuz aberto. Se tiver que tomar a Ilha de Kharg para que isso aconteça, isso vai acontecer. Se decidir por uma invasão costeira, isso vai acontecer. Mas essa decisão ainda não foi tomada”.
A operação, no entanto, só poderia ser realizada após os EUA conseguirem destruir uma parcela ainda maior da Marinha iraniana no Golfo Pérsico, o que ainda poderia levar um mês para ser concluída, segundo fontes do jornal.

EUA divulgam vídeo do ataque à ilha de Kharg, no Irã
Localizada a 25 km da costa iraniana, Kharg é fundamental para o país --- ainda mais em meio à guerra. A tomada ou inativação da ilha pode representar o colapso da economia iraniana por décadas e teria impacto significativo para o mercado global de petróleo.
A ilha foi bombardeada pelos EUA há exatamente uma semana (veja no vídeo acima). O ataque atingiu apenas alvos militares e poupou a infraestrutura petrolífera. Essa parte da ilha, no entanto, poderia ser alvejada em novos ataques caso o Irã continuasse o bloqueio ao Estreito de Ormuz, segundo o presidente dos EUA, Donald Trump. Os EUA agora controlam o destino do Irã após o ataque a Kharg, afirmou na quinta-feira o secretário de Guerra Pete Hegseth.
Segundo o "Axios", o bombardeio norte-americano à ilha foi um “aviso” para convencer Teerã a reabrir o estreito, mas também serviu como etapa preparatória para reduzir a capacidade militar iraniana no local e abrir caminho para uma eventual operação terrestre.
“Podemos eliminar a ilha quando quisermos. Eu a chamo de aquela pequena ilha que está ali, totalmente desprotegida. Eliminamos tudo, exceto os oleodutos. Deixamos os oleodutos porque reconstruí-los levaria anos”, disse Trump na quinta-feira.

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