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Governo Trump pede investigação sobre eutanásia de jovem de 25 anos e critica Espanha por 'falhas nos direitos humanos', diz jornal

Um telegrama diplomático vazado, obtido pelo The Post, mostra que o Departamento de Estado instruiu a Embaixada dos EUA em Madri, nesta terça-feira (31), a apurar detalhes sobre a atuação das autoridades espanholas em relação ao caso.

Castillo vivia com paraplegia e dor crônica desde 2022, após uma queda de grande altura, e apresentava um quadro de sofrimento físico e psicológico considerado grave por especialistas, após ser vítima de episódios de violência, incluindo um estupro coletivo.

Os funcionários da embaixada dos EUA também foram instruídos a transmitir ao governo espanhol, até sexta-feira (3), as “sérias preocupações” do governo Trump com as “inúmeras falhas sistêmicas em direitos humanos” que levaram a jovem a buscar o suicídio assistido e permitiram que o ato terminal fosse realizado mesmo depois de ela supostamente ter “expressado hesitação” em seus momentos finais.

"Estamos profundamente preocupados com as alegações de que a Sra. Castillo foi repetidamente agredida sexualmente enquanto estava sob os cuidados do Estado e que nenhum dos perpetradores foi levado à Justiça. Também estamos cientes de relatos de que a Sra. Castillo expressou hesitação em se submeter à eutanásia em seus momentos finais, mas que essas indicações foram ignoradas. Este caso levanta sérias preocupações sobre a aplicação da lei de eutanásia na Espanha, particularmente em casos que envolvem condições psiquiátricas e sofrimento não terminal", diz o documento, segundo o The Post.

De acordo com o jornal, o Departamento de Estado também disse acreditar que as leis de imigração frouxas da Espanha podem ser a causa dos ataques sexuais, e solicitou à embaixada dos EUA que trabalhe com as autoridades espanholas para obter informações sobre os estupradores de Castillo, incluindo seu status migratório.

"Estamos investigando alegações de que a agressão sexual contra a Sra. Castillo foi perpetrada por indivíduos com histórico de migração. A migração em massa e ilegal é uma questão de direitos humanos, e a facilitação da migração em massa e ilegal por parte da Espanha representa uma ameaça perigosa aos direitos e liberdades dos cidadãos espanhóis, bem como à segurança regional e global em geral", afirma o telegrama.

A espanhola Noelia Castillo, que entrou na Justiça para ter acesso à eutanásia — Foto: Reprodução/Antena 3

A espanhola Noelia Castillo, de 25 anos, morreu nesta quinta-feira (26) após passar por uma eutanásia legalmente autorizada.

A contestação levou o caso a diferentes instâncias da Justiça espanhola, incluindo tribunais superiores e até cortes europeias.

O procedimento foi realizado depois de um longo processo de avaliação médica e disputas judiciais que se estenderam por cerca de 601 dias.

A jovem vivia com paraplegia e dor crônica desde 2022, após uma queda de grande altura, e apresentava um quadro de sofrimento físico e psicológico considerado grave por especialistas.

A condição foi avaliada por uma comissão independente, que concluiu que ela atendia aos critérios previstos na legislação espanhola para a eutanásia.

Segundo a mídia espanhola, pareceres técnicos indicaram que ela apresentava um quadro clínico irreversível, com dependência funcional importante, dor contínua e sofrimento considerado incapacitante —elementos exigidos pela legislação do país.

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