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Guerra do Irã altera eleição brasileira e obriga Lula a se mexer

Bombas, aumento no preço do petróleo e do gás e um impacto explosivo na eleição brasileira. A guerra do Irã chegou de vez à política e pode ser um novo componente imprevisível na disputa de outubro.

A primeira e mais óbvia preocupação é com o preço dos combustíveis. Poucas coisas alimentam mais a inflação do que gasolina e diesel caros. Pro presidente Lula, que busca a reeleição numa situação já bem apertada, isso pode ser mortal.

Nos últimos dias, o governo tomou algumas medidas emergenciais. Zerou impostos federais sobre o diesel e está pressionando governadores a baixar o ICMS, que é um imposto estadual, sobre o produto.

Um alerta em especial deixou o governo bem ressabiado: a ameaça de paralisação de caminhoneiros. Vamos lembrar que em 2018, outro ano eleitoral, isso aconteceu, e ajudou a criar o clima para a eleição de Jair Bolsonaro.

Isso é só o começo. Outras medidas podem ser adotadas, até porque a guerra não dá sinais de que vá terminar tão cedo. O valor do barril de petróleo, que estava perto de 70 dólares antes do conflito começar, já passou de 100. O preço do gás, outro insumo importante, também disparou.

Nesta quarta-feira, o governo teve uma outra notícia que não foi muito animadora. O Banco Central até reduziu a taxa de juros, mas deu indicações de que fará isso num ritmo bem mais lento do que o programado. O motivo, claro, é o risco de a inflação disparar.

Com isso, a economia acaba crescendo menos do que o imaginado, com impacto sobre emprego, produção e arrecadação de impostos. Isso é bem negativo para um governo que já tem dificuldade para cumprir suas metas fiscais.

Pro governo Lula, manter uma boa situação econômica é fundamental. Esse é o grande trunfo do presidente para se reeleger. Antes da guerra, tudo parecia que estava indo bem, com desemprego baixo, inflação controlada, crescimento moderado da economia e perspectiva de queda de juros.

Isso se inverteu desde que Donald Trump decidiu atacar o Irã. Quem pode se beneficiar dessa situação econômica, claro, é o senador Flávio Bolsonaro.

E olha que coisa irônica: no fim das contas, o presidente americano pode acabar ajudando bem mais a oposição com a guerra que provocou no Oriente Médio do que com aquelas sanções que lançou no ano passado pra tentar proteger o ex-presidente Bolsonaro.

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