▶️ Contexto: Diferentemente do Brasil, o Congresso dos Estados Unidos é renovado parcialmente a cada dois anos. Quando ocorrem no meio do mandato presidencial, essas eleições são chamadas de midterms — ou eleições de meio de mandato.
- Os deputados norte-americanos têm mandatos de dois anos, enquanto os senadores, de seis.
- Com isso, a cada dois anos, o país renova toda a Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado.
- Sendo assim, em novembro, estarão em disputa todas as 435 cadeiras da Câmara e 35 das 100 do Senado.
Nas eleições de 2024, o Partido Republicano garantiu maioria nas duas Casas, mas por margem pequena.
O resultado deu base para Trump avançar com a agenda no Congresso, já que também é do Partido Republicano. Por outro lado, a maioria apertada limitou essa força e expôs divisões dentro do próprio partido em temas mais sensíveis.
Para tentar ampliar essa vantagem nas eleições deste ano, Trump sugeriu que republicanos apoiassem o redesenho dos distritos eleitorais nos estados. A ideia é aumentar as chances de eleger mais aliados para a Câmara.
- Nos Estados Unidos, deputados são eleitos por distrito — áreas dentro de cada estado que podem incluir cidades inteiras ou apenas parte delas.
- O 11º distrito de Nova York, por exemplo, reúne apenas alguns bairros da cidade de Nova York.
- Esses distritos são desenhados com base na população. Em geral, cada um deve ter um número parecido de habitantes.
- Isso significa que cada deputado representa uma fatia semelhante da população dentro do estado.
A ofensiva de Trump começou pelo Texas. O estado tem o segundo maior número de deputados do país e é um reduto importante do Partido Republicano. A estratégia foi redesenhar os distritos eleitorais para criar um mapa mais favorável aos republicanos.
A proposta foi aprovada no estado em agosto de 2025 e já está em vigor. Com o novo desenho, a expectativa é que o mapa favoreça os republicanos ao redistribuir eleitores e reduzir áreas onde os democratas tinham vantagem.
- 🔎 Na prática, isso pode render ao partido até cinco cadeiras a mais do que nas eleições de 2024.
E essa briga não parou por aí.

Trump provoca batalha entre estados ao propor redifinir distritos eleitorais no Texas
Os redesenhos dos mapas eleitorais do Texas e da Califórnia provocaram questionamentos na Justiça, mas acabaram validados pela Suprema Corte. Ao mesmo tempo, a disputa se espalhou por outros estados. Veja a seguir.
O governador republicano Mike Kehoe sancionou, em setembro, um novo mapa que elimina um distrito atualmente controlado por democratas. A mudança favorece os republicanos, que podem ganhar uma cadeira na Câmara.
Opositores ainda tentam levar o caso a referendo popular e também acionaram a Justiça. Por enquanto, o mapa está em vigor.
Uma regra estadual obrigou a criação de um novo mapa para 2026, já que o anterior havia sido aprovado sem apoio democrata.
A comissão de redistritamento, com cinco republicanos e dois democratas, aprovou por unanimidade um novo desenho em outubro. A proposta aumenta as chances de os republicanos conquistarem até duas cadeiras hoje nas mãos dos democratas.
Em outubro, a maioria republicana no Legislativo aprovou um novo mapa que pode garantir ao partido uma cadeira controlada atualmente por democratas.
Um juiz estadual anulou um mapa elaborado por republicanos por considerá-lo ilegal. A Justiça determinou a adoção de um novo desenho feito por um grupo independente, que pode transferir uma das quatro cadeiras hoje republicanas para democratas.
Eleitores aprovaram na terça-feira (21) um novo mapa elaborado por democratas, com potencial de virar até quatro cadeiras. Republicanos contestaram o processo e, dois dias depois, um juiz estadual anulou a votação. O caso segue em disputa na Justiça.
O governador Ron DeSantis convocou uma sessão legislativa especial para discutir um novo mapa. A proposta pode render até cinco cadeiras a mais para os republicanos. No entanto, o plano enfrenta barreiras legais, já que a Constituição estadual proíbe mapas feitos para favorecer partidos.
- Indiana e Kansas tentaram avançar com mudanças favoráveis aos republicanos, mas não conseguiram aprová-las.
- Em Maryland, um projeto apoiado por democratas travou por falta de apoio no Senado estadual.
- Em Nova York, a Justiça havia ordenado o redesenho de um distrito republicano, o que poderia favorecer um democrata em novembro. A decisão, porém, foi suspensa pela Suprema Corte.
Como está o cenário atual?
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante evento da Turning Point USA no dia 17 de abril de 2026 — Foto: REUTERS/Evan Vucci
Pesquisas recentes indicam que o Partido Republicano corre o risco de perder o controle da Câmara nas eleições de novembro. No momento, Trump enfrenta queda na aprovação, provocada pela situação econômica do país e pela guerra contra o Irã. Veja a seguir alguns cenários.
📊 Center for Politics da Universidade da Virgínia
O centro acadêmico acompanha eleições nos EUA e reúne projeções com base em pesquisas. Os dados mais recentes indicam vantagem democrata na Câmara e manutenção da maioria republicana no Senado.
Projeção do Center for Politics para as Midterms — Foto: Gui Sousa/Arte g1
O site compilou diferentes levantamentos eleitorais e simulou cenários de distribuição de cadeiras. A projeção atual aponta vantagem democrata na Câmara.
Projeção do 270toWin para as Midterms — Foto: Gui Sousa/Arte g1
A plataforma do jornalista político Logan Phillips projeta os resultados eleitorais com base em uma média de pesquisas. O cenário mais recente é favorável aos democratas, com maior chance de retomada da Câmara e disputa mais equilibrada no Senado.
Projeção do Race to the WH para as Midterms — Foto: Gui Sousa/Arte g1
Segundo o levantamento, atualmente, os democratas têm 79% de chance de tomar o controle a Câmara. No Senado, os republicanos têm 54% de probabilidade de manter a maioria — vantagem que vem caindo nos últimos dias.

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