O petróleo é matéria-prima de combustíveis — como gasolina, diesel, querosene de aviação e gás de cozinha — e de diversos insumos, como plásticos, borracha, fertilizantes e medicamentos. Isso gera um efeito em cadeia, pressionando os custos de produção e a logística da indústria e do agronegócio.
Além do transporte, o agro também sofre com o custo de funcionamento das máquinas agrícolas e com o encarecimento dos fertilizantes químicos. A produção de energia elétrica também tende a ser impactada, especialmente nas termelétricas — que geram energia a partir de combustíveis e costumam ser acionadas em períodos de seca, quando os reservatórios das hidrelétricas ficam mais baixos.
Veja abaixo como diferentes países reagiram ao aumento de preços:
Segundo a agência de notícias Reuters, um funcionário do governo indiano informou que o país deve rever suas exportações de combustível se necessário. O objetivo seria garantir a disponibilidade nos mercados globais.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, a Índia avalia os pedidos de fornecimento de combustível de seus vizinhos e somente aprovará as exportações se tiver volumes excedentes.
Além disso, o país também proibiu os consumidores de gás natural canalizado de manter, obter ou reabastecer cilindros domésticos de gás liquefeito de petróleo.
O governo ainda invocou poderes de emergência para ordenar às refinarias que maximizem a produção de GLP e reduzir a venda do produto para a indústria, a fim de evitar a escassez para as 333 milhões de residências que utilizam o GLP para cozinhar.
A Coreia do Sul flexibilizou os limites da capacidade de geração de energia a carvão e elevou a utilização de usinas nucleares para até 80%.
Além disso, o governo sul-coreano também considera a possibilidade de distribuir vouchers adicionais de energia para apoiar as famílias mais vulneráveis.
A China proibiu as exportações de combustíveis refinados para se antecipar a uma possível escassez de combustível no mercado interno, segundo informou a agência de notícias Reuters.
O país também passou a liberar suprimentos de fertilizantes de reservas comerciais nacionais antes do plantio da primavera.
A Austrália passou a liberar gasolina e diesel de suas reservas domésticas para aliviar a escassez que afeta as cadeias de suprimentos rurais, bem como a mineração e a agricultura.
O Japão pediu que a Austrália, seu maior fornecedor de gás natural liquefeito, aumente a produção para evitar a falta do produto no país.
Os líderes da União Europeia divulgaram uma série de medidas temporárias para atenuar o impacto da subida dos preços da energia.
Além de possíveis cortes de impostos sobre a eletricidade, a região também propôs taxas mais baixas de rede e apoio estatal como possíveis soluções a curto prazo.
Bangladesh informou que busca bilhões em financiamento externo para garantir as importações de combustível e gás natural liquefeito necessários ao país.
A Sérvia anunciou que vai reduzir os impostos especiais de consumo sobre o petróleo bruto em um total de 60%.
O governo do país também estendeu a proibição de exportação de petróleo bruto e derivados de petróleo para proteger seu mercado de escassez e aumentos repentinos de preços.
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, afirmou que a Itália está considerando reduzir os impostos especiais de consumo para suavizar os preços dos combustíveis e está pronta para aumentar os impostos sobre as empresas responsáveis por lucrar indevidamente com a crise energética.
O Camboja está importando mais combustível de fornecedores em Singapura e na Malásia para compensar a falta de abastecimento do Vietnã e da China.
A Malásia aumentará os gastos com subsídios à gasolina de 700 milhões de ringgits (moeda local, equivalente a US$ 178,5 milhões) para 2 bilhões de ringgits (US$ 510 milhões). O objetivo é manter o preço fixo do combustível.
A Tailândia discutiu com o governo russo a possibilidade de comprar petróleo bruto, afirmou um vice-primeiro-ministro do país, reiterando que o governo tentaria limitar o preço do diesel no mercado interno a 33 baht (US$ 1,02) por litro.
A Agência de Planejamento da Tailândia também afirmou que o governo congelará os preços de alguns produtos e fornecerá apoio aos agricultores.
A Grécia vai oferecersubsídios para combustíveis e fertilizantes, além de descontos em passagens de ferry, num total de 300 milhões de euros (US$ 346 milhões), em abril e maio, para proteger consumidores e agricultores, afirmou o primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis.
A Eslovênia limitou temporariamente a compra de combustível para combater a escassez nos postos de gasolina doméstico, causada em parte pelo abastecimento transfronteiriço e pelo armazenamento excessivo devido à guerra com o Irã.
As Filipinas anunciaram um plano para importar petróleo russo na próxima semana pela primeira vez em cinco anos, segundo informações da agência de notícias Reuters.
O plano também prevê reduzir as contas de energia elétrica, à medida que os preços do GNL disparam, incentivando a geração de energia a carvão e regulamentando as tarifas de eletricidade.
O Vietnã fará a transição completa para gasolina com etanol antes do previsto, como parte de seus esforços para reduzir o uso de combustíveis fósseis, segundo um documento do governo.
O presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, afirmou que pretende aumentar a produção de carvão do país. Além disso, indicou que o governo consiera a implementação de um imposto sobre lucros extraordinários nas exportações.
A Etiópia aumentou os subsídios aos combustíveis.
O governo da Macedônia do Norte decidiu reduzir o Imposto sobre o Valor Agregado (IVA) sobre os combustíveis para conter a alta dos preços nos postos de gasolina.
Segundo o primeiro-ministro Hristijan Mickoski, o tributo será reduzido de 18% para 10%. A medida entrou em vigor nesta segunda-feira (23) e terá duração de duas semanas.
O Sri Lanka informou que vai trazer medidas adicionais de racionamento de combustível para reduzir as filas e garantir o fornecimento extra de petróleo, afirmou um alto funcionário à Reuters.
Crise do petróleo: entenda por que a ofensiva do Irã no mar ameaça o mercado global — Foto: Reprodução/TV Globo
*Com informações da agência de notícias Reuters.

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