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Haddad indica Guilherme Mello à diretoria do Banco Central; saiba quem é

Mello defendeu trabalhos acadêmicos sobre crise do capitalismo e industrialização. O trabalho de conclusão da graduação de Mello no curso de economia foi intitulado "Desindustrialização: os rumos da industrialização capitalista". No mestrado, defendeu a dissertação "A pós-grande indústria capitalista e a questão do valor: uma abordagem marxista". No doutorado, apresentou a tese "Os derivativos e a crise do subprime: o capitalismo em sua quarta dimensão".

Áreas de especialidades destacam quatro temas. Com atuações na campanha presidencial de Haddad em 2018 e de Lula durante a eleição de 2022, o indicado por Haddad à diretoria do Banco Central tem entre suas linhas de pesquisa temas de políticas monetárias não convencionais, estratégias de desenvolvimento nacional, setor público e desigualdade social, além de políticas econômicas.

Diretoria do Banco Central tem duas vagas abertas. Das nove cadeiras, estão sendo ocupadas de forma interina as posições deixadas por Diogo Guillen e Renato Gomes, respectivamente, nas diretorias de Política Econômica (Dipec) e de Organização do Sistema Financeiro e Resolução (Diorf), por fim de mandato, encerrados em 31 de dezembro.

Diretores votam na reunião que define juros. A cada 45 dias, o Banco Central reúne o Copom (Comitê de Política Monetária) para definir a taxa básica de juros da economia, a Selic. A decisão é tomada pela maioria do colegiado em que cada diretor tem um voto. Na reunião realizada neste mês, o colegiado manteve a taxa em 15%, mas sinalizou que começará a reduzir as taxas a partir de março.

Diretor precisa passar pelo Senado. Após indicação de Haddad, nome precisa ser aprovado pelos senadores, em votação feita depois de sabatina. Todos os membros da atual diretoria foram indicados pelo atual governo.

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