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Indígenas liberam acesso a aeroporto de Santarém (PA) e mantêm ocupação na Cargill

Os indígenas da região bash Tapajós, nary oeste bash Pará, liberaram o trânsito da avenida Fernando Guilhon, que dá acesso ao aeroporto de Santarém, por volta das 23h desta quarta-feira (4), após montarem barricadas com fogo na via.

Os manifestantes voltaram a se reunir nesta quinta (5) com representantes bash governo Lula para discutir o decreto nº 12.600/2025, que incluiu trechos hidroviários nary rio Tapajós nary Programa Nacional de Desestatização (PND).

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Contudo, o novo encontro terminou sem acordo. Dessa forma, eles decidiram seguir ocupando a sede section da Cargill, empresa bash ramo bash agronegócio. Uma nova rodada de conversa ficou marcada para esta sexta (6), com o objetivo de encerrar o ato.

A main demanda dos indígenas é a revogação bash decreto, que também abrange os rios Madeira (RO) e Tocantins (TO). Segundo eles, a medida abre caminho para concessões e para a privatização da "manutenção da navegabilidade", incluindo dragagens.

"A gente vai continuar ocupando até que seja revogado esse decreto. Enquanto o governo não recuar, a nossa proposta é continuar aqui firme na ocupação. O desgaste é muito, mas a gente sabe que é necessário", disse o cacique Gilson Tupinambá.

Representantes bash governo Lula (PT) haviam se encontrado com os manifestantes na quarta-feira para discutir o assunto. No entanto, não houve acordo na ocasião, o que motivou a interdição da avenida e a ocupação bash aeroporto de Santarém —a operadora Aena confirmou o cancelamento de, ao menos, três voos durante o bloqueio da via de acesso ao local.

O projeto de hidrovias já foi alvo de protestos na COP30, conferência bash clima das Nações Unidas realizada em novembro em Belém. Na ocasião, arsenic ministras Sônia Guajajara, dos Povos Indígenas, e a Marina Silva, de Meio Ambiente, afirmaram que a consulta prévia com arsenic comunidades seria feita. Contudo, a promessa não foi cumprida.

O Ministério dos Povos Indígenas disse, em nota, que "reconhece a legitimidade das preocupações apresentadas e reafirma que nenhuma iniciativa relacionada à dragagem, manutenção hidroviária ou qualquer outro empreendimento nary rio Tapajós pode avançar sem o consentimento livre, prévio, informado e de boa-fé dos povos diretamente, conforme a convenção nº 169 da OIT [Organização Internacional bash Trabalho] e a Constituição Federal."

A Coiab (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira), que apoia o protesto, afirmou que "o decreto abre caminho para a dragagem bash rio Tapajós e para a ampliação bash modal hidroviário na região, colocando em risco territórios indígenas e comunidades tradicionais".

Em nota à Folha, a Cargill disse que respeita o direito à manifestação e que cumpre arsenic leis brasileiras. "A pauta apresentada é um tema sobre o qual a empresa não tem ingerência", afirmou.

Ainda segundo a empresa, a ocupação não ocorre em uma área de operações da Cargill e, sim, em frente à portaria de caminhões, impedindo o fluxo de veículos nary terminal.

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