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Inflação cresce em fevereiro, petróleo volta a subir: o mercado hoje

IPCA sobe para 0,70% em fevereiro, impulsionado por escolas e transportes

  • O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acelerou de 0,33% em janeiro para 0,70% em fevereiro, a maior taxa mensal desde fevereiro de 2025 (1,31%), segundo dados divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
  • O resultado foi impulsionado principalmente pelo grupo Educação, que subiu 5,21% no mês, reflexo dos reajustes anuais de mensalidades de escolas e cursos, e contribuiu com 0,31 ponto percentual para o índice. O grupo Transportes também pressionou, com alta de 0,74% e impacto de 0,15 p.p. Juntos, os dois grupos responderam por cerca de 66% da variação do mês.
  • Apesar da aceleração, o resultado é o menor para um mês de fevereiro desde 2020 (0,25%).
  • No acumulado do ano, o IPCA soma alta de 1,03%. Nos últimos doze meses, o índice ficou em 3,81%, abaixo dos 4,44% registrados nos 12 meses anteriores e dentro da meta de inflação de 3,5% com tolerância de 1,5 ponto percentual.

Brent volta a US$ 100 com escalada no Golfo e liberação de reservas não convence mercado

  • O barril de petróleo tipo Brent voltou a ultrapassar US$ 100 ontem, chegando a US$ 101-102 em alguns momentos do pregão, após novos ataques iranianos a navios e terminais de exportação no sul do Iraque. Desde o início da escalada, em 28 de fevereiro, o Brent acumula alta superior a 30%. Os ataques se concentram nas proximidades do estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás comercializados globalmente.
  • Para conter a pressão, países da AIE (Agência Internacional de Energia) anunciaram a liberação de 400 milhões de barris de reservas estratégicas, o maior pacote coordenado da história. O mercado reagiu pouco: o volume equivale a apenas quatro dias de produção global, e o comunicado não trouxe cronograma definido para a liberação, o que reduziu seu poder de ancorar preços.
  • Sem cessar-fogo ou reabertura segura das rotas, o prêmio de risco geopolítico deve permanecer elevado. Muitos analistas já falam em "novo normal" entre US$ 90 e US$ 100 enquanto durar o conflito, com risco de novas altas em caso de nova escalada. Para o Brasil, petróleo caro favorece as ações da Petrobras no curto prazo, mas pressiona a inflação de combustíveis.

Veja o fechamento de dólar e Bolsa na quarta (11):

  • Dólar: +0,04%, a R$ 5,159
  • B3 (Ibovespa): +0,28%, aos 183.969,34 pontos.
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