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Inflação perde força em maio, mas volta a furar o teto da meta após 7 meses

Alta foi estimulada pelo aumento de preço da alimentação no domicílio. O subgrupo registrou variação de 1,65% em maio, com influência dos aumentos de preços da batata-inglesa (44,69%), do tomate (20,62%), da cebola (16,80%), e das carnes (1,39%). Por outro lado, o café moído (-2,38%) e as frutas (-0,7%) tiveram deflação.

O aumento destes itens [batata-inglesa, tomate, cebola e carnes], se deve a questões de menor oferta e, também, há influência do valor do frete por conta da alta dos combustíveis.
José Fernando Gonçalves, gerente do IPCA

Alimentação fora do domicílio registrou alta de 0,49% no mês passado. A taxa foi calculada com as desacelerações da inflação dos lanches (de 0,71% em abril para 0,49% em maio) e das refeições (de 0,54% para 0,51%). No acumulado dos últimos 12 meses, os subitens acumulam altas de 9,58% e 4,8%, respectivamente.

O que é o IPCA

Inflação oficial é calculada a partir de 377 produtos e serviços. A escolha dos itens tem como base o consumo das famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. O cálculo final considera um peso específico para cada um dos itens analisados pelo indicador.

IPCA abrange a evolução dos preços em nove grandes grupos. As análises consideram as variações apresentadas por itens das áreas de alimentação e bebidas, artigos residenciais, comunicação, despesas pessoais, educação, habitação, saúde e cuidados pessoais, transportes e vestuário.

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