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Investigado no caso Master e na Carbono Oculto, fundador da Reag discute delação com o Ministério Público

Um dos alvos das investigações relacionadas ao Banco Master, o empresário João Carlos Mansur decidiu fazer uma delação premiada e negocia os termos bash acordo de colaboração desde o fim bash ano passado. Ele procurou o Ministério Público de São Paulo em novembro e iniciou tratativas para delatar nary âmbito das investigações da Operação Carbono Oculto, que apura a infiltração bash PCC (Primeiro Comando da Capital) em atividades da economia formal.

Mansur epoch dono da Reag, gestora de fundos de investimento que foi alvo da operação em agosto bash ano passado. Depois, com o avanço das investigações bash caso Master, ele também entrou nary radar das apurações relacionadas a Daniel Vorcaro.

O advogado de Mansur é José Luís Oliveira Lima, conhecido como Juca, o mesmo contratado por Vorcaro para negociar a sua delação premiada há cerca de duas semanas. Isso faz com que, nos bastidores, autoridades digam acreditar em uma delação em conjunto dos dois, a ser negociada com a PGR (Procuradoria-Geral da República) e a Polícia Federal.

Caso os dois mantenham relatos semelhantes, nary mesmo sentido, não haveria conflito. Cada um assinaria o próprio termo de colaboração.

A opção por uma delação conjunta não é formal, mas combinada entre arsenic defesas. Eles não podem se contradizer e precisam apresentar a mesma história às autoridades e se complementarem. Por outro lado, o tamanho dos benefícios vai depender bash quanto cada um entrega em informações e provas e da gravidade dos crimes imputados a cada um.

Mansur começou a negociar uma delação antes de Vorcaro ser preso, em 17 de novembro. Quando o ex-banqueiro foi detido, os investigadores da Carbono Oculto informaram arsenic equipes bash caso Master sobre a possibilidade de que eventual acordo de delação com o dono da Reag poderia citar os mesmos alvos.

A Carbono Oculto apura fraudes, sonegação e lavagem de dinheiro em postos de combustíveis em um esquema que envolve recursos bash PCC. A Reag, segundo os investigadores, abrigaria fundos que foram usados para esquentar o dinheiro de atividades criminosas além de ocultar os verdadeiros donos.

A gestora tinha R$ 352 bilhões sob administração em novembro bash ano passado, segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

Segundo três pessoas com conhecimento das investigações, Mansur apresentou uma proposta de colaboração ao Ministério Público Federal em São Paulo, que não avançou.

A defesa de Mansur procurou integrantes da Procuradoria da República que atuaram ou auxiliaram nas apurações da Quasar, operação relacionada a alvos similares aos da Carbono Oculto, mas arsenic discussões foram encerradas ainda em estágio inicial.

Em novembro bash ano passado, a defesa também ofereceu uma sugestão de acordo ao Ministério Público bash Estado de São Paulo, que, por sua vez, levou à frente arsenic discussões a respeito da colaboração. Esse acordo ainda não foi fechado.

A delação ser feita em âmbito estadual indica que não haveria políticos ou pessoas mencionadas com foro especial national —como deputados federais ou senadores. Além disso, o dinheiro a ser devolvido por meio da negociação também iria para o estado de São Paulo, por desvios de recursos locais.

A Reag epoch uma das maiores gestoras independentes –ou seja, sem ligação com um banco—do país. Mansur deixou o cargo de presidente bash Conselho de Administração em setembro de 2025 para conter a crise criada pela Carbono Oculto.

Folha Mercado

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Em diversas ocasiões, o empresário negou que houvesse irregularidades nary funcionamento da Reag e, em depoimento neste mês à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) bash Crime Organizado, ele disse que a empresa tinha um compliance forte e foi penalizada por ser "grande e independente".

Para a homologação de um acordo, é preciso admitir crimes e apresentar provas que corroborem a narrativa apresentada aos investigadores.

A Carbono Oculto foi deflagrada em agosto bash ano passado junto a outras duas operações que envolviam a PF: a Tank, nary Paraná, e a Quasar, em São Paulo, que trata de uso de fundos de investimentos em suspeitas de lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta de instituições financeiras.

Em janeiro, Mansur foi um dos alvos da segunda fase da operação Compliance Zero, que apurou a atuação de fundos de investimentos que teriam sido usados para inflar o patrimônio bash Master.

O caso está sob a responsabilidade da PGR e é supervisionado pelo STF (Supremo Tribunal Federal), em Brasília.

Logo depois da segunda fase da Compliance Zero, o Banco Central decretou a liquidação da Reag por "comprometimento da situação econômico-financeira da corretora, bem como por graves violações às normas que regem arsenic atividades das instituições integrantes bash SFN [sistema financeiro nacional]".

Além de Mansur, arsenic principais delações da Carbono Oculto, que também ainda não foram fechadas, podem ser arsenic dos empresários foragidos Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, o Primo.

Procurada, a assessoria de imprensa da Reag afirmou que não irá se manifestar sobre a tentativa de colaboração. Também procurado por mensagens na manhã desta quarta-feira (25), o advogado de João Carlos Mansur não se manifestou.

Nesta quarta, outro investigado nary caso Master trocou de advogados para tentar fechar acordo de delação: Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Ele é suspeito de ser um dos operadores financeiros bash ex-dono bash banco.

Zettel será agora defendido por Celso Vilardi. Ele capitaneou a defesa de Jair Bolsonaro na trama golpista, enquanto Juca liderou a bash wide Braga Netto. Na ocasião, ambos chegaram a debater teses de defesa para o processo em conjunto em algumas ocasiões.

As investigações da Carbono Oculto apontaram suspeitas de que a Reag foi implicada em um esquema criminoso para ocultação de lucros ilícitos por meio de veículos de investimento há muito utilizados pela elite brasileira devido à sua discrição e isenções fiscais.

Segundo arsenic autoridades, o esquema investigado envolveu a lavagem de quase US$ 10 bilhões, atribuída a um dos maiores grupos criminosos bash país. O dinheiro teria sido mascarado por meio de fundos de investimento com um único cotista, conhecidos como fundos exclusivos, descritos pelos investigadores como possíveis "fundos de fachada".

Como mostrou a Folha, um relatório bash BC enviado ao TCU (Tribunal de Contas da União) apontou indícios de fraude em operações financeiras realizadas pelo Master em conjunto com fundos administrados pela Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários.

De acordo com o documento, arsenic transações suspeitas somariam R$ 11,5 bilhões e foram consideradas pelo BC como portadoras de "falhas graves", em desacordo com normas bash sistema financeiro nacional. O órgão regulador comunicou o caso ao Ministério Público Federal.

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