Em discurso durante uma cúpula do Brics na Índia, o chanceler iraniano acusou o país vizinho de permitir que "seu território fosse usado para disparos de artilharia e equipamentos" contra o Irã, e aconselhou os Emirados a reverem sua política em relação a Teerã.
O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos negou que Netanyahu tenha ido ao país e chamou de "infundadas" que quaisquer alegações sobre visitas não anunciadas.
No entanto, uma fonte ouvida pela agência de notícias Reuters afirma que o encontro ocorreu em Al-Ain, uma cidade oásis na fronteira com Omã, no dia 26 de março, e durou várias horas.
Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu — Foto: Ronen Zvulun/Reuters/Arquivo
De acordo com a nota oficial do governo israelense, que não confirma esses detalhes, a reunião resultou em um “avanço histórico” nas relações entre os dois países - os Emirados Árabes Unidos são um dos poucos estados árabes que mantêm relações diplomáticas com Israel, oficializadas durante os Acordos de Abraão de 2020.
Nesta terça-feira (12), o embaixador de Israel nos EUA, Mike Huckabee, afirmou que o país enviou baterias e pessoal do sistema de defesa aérea Domo de Ferro para o país. A informação foi confirmada por fontes à CBS News.
Anwar Gargash, assessor do presidente dos Emirados Árabes Unidos, declarou, também nesta quarta, que o país permanece comprometido com soluções políticas e diplomacia em meio às tensões regionais.
Disse que os Emirados não buscaram o conflito e que trabalharam para evitá-lo, mas enfatizou o direito do país de defender sua soberania.

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Ataques secretos do EAU contra o Irã
De acordo com a reportagem do Journal, um dos bombardeios secretos dos Emirados Árabes Unidos durante a guerra atingiu uma refinaria de petróleo iraniana, na ilha de Lavan, no Golfo Pérsico, no início de abril.
À época, Teerã disse que a refinaria havia sido atingida por um “ataque inimigo” e, como resposta, forças iranianas dispararam mísseis e drones contra os Emirados Árabes e o Kuwait.
Segundo o jornal, os Estados Unidos não se importaram com o ataque, já que o cessar-fogo ainda não tinha começado, e avaliaram de forma positiva o apoio do país na ofensiva.
Os Emirados Árabes estiveram entre os principais alvos do Irã durante a guerra, que segundo o WSJ, teve mais de 2,8 mil mísseis e drones lançados contra o país. O número é maior do que o de ataques contra Israel.
Suspeitas sobre a participação dos Emirados Árabes na ofensiva foram levantadas ainda em março, segundo o jornal, quando um caça que não pertencia aos Estados Unidos nem a Israel foi visto sobrevoando o Irã.

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