Apesar de a prática não ser proibida pela lei, as autoridades se recusavam a emitir as carteiras de motociclista para as mulheres.
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O Irã autorizou mulheres a obter carteira de habilitação para motocicletas, informou a imprensa local nesta quarta-feira (4).
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A decisão encerra anos de ambiguidade legal. Antes, a lei não proibia explicitamente, mas, na prática, autoridades se recusavam a emitir as carteiras.
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A medida determina que a polícia de trânsito ofereça treinamento prático às solicitantes, organize exame sob supervisão direta e emita carteiras para motocicletas às mulheres, informou a imprensa iraniana.
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A decisão ocorre após uma onda de protestos contra o governo. A repressão deixou milhares de mortos.
Uma fotografia mostra um cartaz anti-EUA exibido em um prédio na Praça Valiasr, em Teerã, em 4 de fevereiro de 2026 — Foto: Stringer/AFP
O Irã autorizou mulheres a obter carteira de habilitação para motocicletas, informou a imprensa local nesta quarta-feira (4). A decisão encerra anos de ambiguidade legal. Antes, a lei não proibia explicitamente, mas, na prática, autoridades se recusavam a emitir as carteiras.
O primeiro vice-presidente do Irã, Mohammad Reza Aref, assinou na terça-feira (3) uma resolução aprovada no fim de janeiro para esclarecer o Código de Trânsito, segundo a agência Ilna.
A medida determina que a polícia de trânsito ofereça treinamento prático às solicitantes, organize exame sob supervisão direta e emita carteiras para motocicletas às mulheres, informou a imprensa iraniana.
A decisão ocorre após uma onda de protestos contra o governo. A repressão deixou milhares de mortos.

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Teerã reconhece mais de 3.000 mortes, mas afirma que a maioria era de integrantes das forças de segurança e transeuntes. ONGs contestam a versão e dizem que o número pode chegar a dezenas de milhares, com manifestantes mortos pela polícia.
Saina, de 33 anos, funcionária de uma agência de publicidade que usa motocicleta há seis meses, afirma que a mudança chega “tarde demais”.
Desde a Revolução Islâmica de 1979, mulheres enfrentam restrições sociais. Elas devem cobrir os cabelos em público e usar roupas largas. Nos últimos anos, parte delas passou a desafiar as regras, e o número de mulheres pilotando motocicletas aumentou.
O movimento ganhou força após a morte sob custódia de Mahsa Amini, em 2022. A jovem havia sido presa por suposta violação do código de vestimenta. O caso provocou protestos em todo o país.

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