O Irã instalou cerca de uma dúzia de minas navais no Estreito de Ormuz, disseram duas fontes familiarizadas com o assunto à agência Reuters nesta quarta-feira (11). A medida pode dificultar a reabertura da região, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte de petróleo e gás natural liquefeito (GNL).
Segundo uma das fontes, as minas foram instaladas "nos últimos dias", e a maioria dos locais já era conhecida. A fonte não informou, no entanto, como os Estados Unidos pretendem lidar com elas.
- 🔎 Minas navais são explosivos colocados no mar que detonam quando entram em contato com navios. São usadas para bloquear ou dificultar a passagem de embarcações por uma rota marítima.
O Irã vinha ameaçando retaliar ataques militares com a colocação de minas no estreito, por onde passa cerca de um quinto do petróleo e do GNL transportados no mundo em condições normais.
As exportações das commodities, feitas ao longo da costa iraniana, foram praticamente interrompidas pela guerra iniciada há 12 dias pelos Estados Unidos e Israel. O conflito ajudou a impulsionar a alta dos preços globais de energia.
O comando militar do Irã disse nesta quarta-feira que o mundo deve se preparar para a possibilidade de o petróleo atingir US$ 200 por barril.
A capacidade de interromper o tráfego marítimo na região dá a Teerã influência sobre os Estados Unidos e aliados.
As Forças Armadas dos EUA disseram que estão atacando embarcações iranianas usadas para instalar minas. Segundo os militares, 16 dessas embarcações foram destruídas na terça-feira. Até agora, a Marinha americana não ofereceu escolta a navios comerciais que cruzam o estreito.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu na terça-feira que o Irã remova imediatamente qualquer mina instalada na região. Ele afirmou que o país enfrentará consequências militares não especificadas caso não o faça.
A instalação de minas no estreito foi noticiada pela primeira vez pela CNN Internacional na terça-feira (10). Somado a isso, o Irã já havia ameaçado atacar navios que tentassem atravessar a rota marítima.
Mais cedo, nesta quarta-feira, pelo menos três navios foram alvos de ataque no Estreito de Ormuz. O Irã reivindicou a autoria dos bombardeios contra duas embarcações. Ao menos três tripulantes estão desparecidos.
Petroleiros são vistos na costa de Fujairah, enquanto o Irã promete fechar o Estreito de Ormuz, em meio ao conflito entre os EUA e Israel, em Fujairah, Emirados Árabes Unidos. — Foto: REUTERS/Amr Alfiky/Foto de Arquivo

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