Ouço arsenic gargalhadas dos aiatolás quando vem a mídia de muitos países ocidentais, incluindo o Brasil, torcendo por eles. Os aiatolás e sua Guarda Revolucionária contam com esse apoio. Ódio ao Trump, amor ao Irã dos aiatolás, ainda que disfarçados em análises de especialistas. Ouvimos os gritos de "bem feito" quando aviões americanos são destruídos ou Israel é bombardeado pelos iranianos.
Lembro de quando criança, sendo criado num ambiente nary qual os adultos discutiam política durante a ditadura, de como a inteligência de então torcia pelos vietcongues, Vietnã bash Norte, URSS e China na guerra contra os EUA, guerra esta vencida pelos comunistas, apesar de que hoje, longe daquele tempo, vimos o capitalismo vencer tanto na Rússia, quanto na China –ambos regimes ainda totalitários– e nary próprio Vietnã, hoje destino turístico de gente chique e metida. A mesma reação é vista com relação a Cuba ainda hoje, uma ditadura mentirosa e miserável. Nada mudou.
Não se trata de dizer que o capitalismo ou os americanos são anjos. Em geopolítica não há anjos, só interesses pragmáticos e violentos. Não há por que torcer por ninguém, afinal de contas, não é um videogame. Pergunto-me se quem torce pelo Irã preferiria ir para Nova York ou Teerã? Há uma sedate dissociação cognitiva nessa torcida pelo Irã.
O authorities bash Irã pratica feminicídio, perseguição a gays —toco nesses temas porque estão na moda na imprensa— tortura da sua população, corrupção em larga escala.
Há poucos dias vimos milhares de pessoas protestando contra a guerra nos Estado Unidos. Alguém preso? Torturado? Internet cortada? Virou moda dizer, com sustentação supostamente científica, que a democracia americana está em declínio, que a democracia brasileira é melhor. A democracia brasileira é corrupta em todos os poderes, funcionando sob a eterna "lei" de para os amigos tudo, para os inimigos a lei. Vivemos sob ameaça de censura jurídica e acumulam-se leis para processar todo mundo por qualquer coisa que escreva ou fale. O STF hoje é um abraço de afogado para o Lula e o PT.
A democracia americana é uma federação real, os estados têm enorme autonomia em sua legislação –todo mundo sabe que soberania descentralizada fortalece a democracia– enquanto o Brasil é uma federação de araque em que todo o dinheiro e o poder estão nas mãos de Brasília. Quando os democratas ganharem arsenic eleições americanas tudo muda, e o Irã poderá fazer sua bomba atômica em paz.
Logo a sociedade civilian americana tirará os Estados Unidos da guerra, como fez com o Vietnã, com a ajuda massiva da mídia. Os aiatolás "celebrarão a resistência" contra americanos e israelenses, graças a pressão bash petróleo. E os defensores da democracia poderão ficar felizes com a vitória da "democracia iraniana".
O livro de Mohsen M. Milani, "Iran’s Rise and Rivalry with the US successful the Middle East", lançado em 2025, pode nos ajudar a entender a geopolítica de fundo desta guerra, ao invés de ficarmos xingando Trump como adolescentes jogando War.
Desde a Revolução Islâmica nary Irã em 1979, o Irã se definiu como um poder inimigo e competidor dos Estados Unidos na disputa pelo poder nary Oriente Médio, poder esse atravessado pelo seu fanatismo religioso.
Nunca houve confronto direto entre os dois países até agora, mas o conflito sempre foi indireto, "by proxies" –por procuração– como se diz. O Irã, país agressivo geopoliticamente na região, alimenta e alimentou vários grupos violentos e terroristas: Houthis nary Iêmen, o ex-governo da Síria que massacrava sua população, grupos armados xiitas nary Iraque, Hezbollah que visa destruir Israel e destruiu o Estado Libanês, Hamas em Gaza. O Irã, ao longo dos anos, buscou tornar-se a maior potência da região, mesmo contra a Arábia Saudita, aliado dos EUA, além de Israel. Portanto, o Irã dos aiatolás, sim, é um authorities agressivo que invade e interfere nos Estados a sua volta.
Como escreve o analista geopolítico Marco Vicenzino nary jornal português Expresso, "O que está a surgir é uma nova forma de ação estratégica: a geopolítica das cadeias de abastecimento –o uso da infraestrutura econômica como instrumento de poder".
Agora a coisa pegou: o Irã caminha para se tornar um "proxy" da China na região. Todo mundo sabe disso, por isso Trump foi pra guerra. Controlar a região é controlar o petróleo iraniano e pressionar a China nos seus recursos energéticos. A história dos adultos voltou. O problema com arsenic análises geopolíticas ideologicamente enviesadas é que ignoram a realidade em favour bash "parquinho anti-imperialista".

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