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Irã revida e lança ataques com mísseis e drones contra instalações militares dos EUA no Kuwait e Bahrein

O Irã lançou ataques com mísseis e drones contra instalações militares dos Estados Unidos no Kuwait e Bahrein. A ação é uma resposta do país a bombardeios feitos pelos EUA no início da noite, quando o governo do presidente Donald Trump usou drones, bombardeios e fez ações no Estreito de Ormuz.

Segundo a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, a marinha e força aérea realizaram operações conjuntas como resposta aos ataques americanos.

"Violar o cessar-fogo é contrário à Cláusula 1 do Memorando de Entendimento de Islamabad e resultará na completa paralisação de todos os processos diplomáticos", afirmou a Guarda em um comunicado, segundo a Press TV.

Mais cedo, o Irã lançou um ataque com drones contra o Bahrein, enquanto um navio também foi alvo de ataque no Estreito de Ormuz, em uma possível resposta de Teerã aos bombardeios aéreos realizados pelos Estados Unidos durante a madrugada.

Os ataques no Golfo Pérsico aumentam o risco de uma nova escalada fora de controle, mesmo após um acordo provisório entre Irã e Estados Unidos para tentar avançar em um entendimento final para encerrar o conflito.

De acordo com o jornal The New York Times, o Bahrein informou que sirenes de alerta soaram e pediu que seus cidadãos se dirigissem a locais seguros.

Em comunicado, o Exército do Kuwait informou que estava respondendo a "ameaças hostis de mísseis e drones". O Exército afirmou que o som de explosões ouvido correspondia a sistemas de defesa aérea interceptando projéteis que se aproximavam, mas não especificou a origem dos ataques.

Ataque dos EUA e fim de trégua

Mais cedo, as Forças Armadas dos Estados Unidos afirmaram neste sábado (27) que atingiram múltiplos alvos no Irã por ordem do presidente Donald Trump, em meio a uma sequência de ataques que voltou a abalar o frágil cessar-fogo na região.

Imagens de drone mostram fogo e fumaça subindo após ataques dos EUA ao Irã — Foto: Reuters

Os bombardeios seriam em resposta a um ataque iraniano com drones contra um navio cargueiro que tentava sair do estreito na quinta-feira, em uma sequência de ações que tem abalado o cessar-fogo.

Em publicação na rede social X, o Exército afirmou que o Irã “teve a chance de respeitar o acordo de cessar-fogo”, mas “optou por não fazê-lo” após forças iranianas atacarem um navio próximo ao Estreito de Ormuz no início do dia. O Irã ainda não respondeu aos ataques.

O tratado, assinado há 10 dias, previa o "encerramento imediato e permanente das operações militares" e declarava que os países se comprometiam a "abster-se da ameaça ou do uso da força" um contra o outro.

Na noite de sábado, Trump acusou o Irã de violar o cessar-fogo:

"É muito provável que eles nunca aprendam a lição. É possível que, um dia, já não possamos agir com prudência e sejamos obrigados a concluir, por meio da força militar, a missão que iniciamos com tanto sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir", disse o presidente no TruthSocial.
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